quarta-feira, 16 de junho de 2010

Geração DDD

Estamos vivendo no meio da geração mais egoísta, individualista e gananciosa que o cristianismo já produziu ao longo de sua história. Infelizmente, hoje há um inimaginável apego ao sucesso terreno como fruto da verdadeira fé. E este sucesso, além de terreno é mundano, pois pouco importa os meios, o que interessa são os resultados. Há um pragmatismo que impera no meio cristão e faz com que só se entenda fé através de vida próspera, saúde inabalável e repreensão de demônios. É a geração DDD que nada tem a ver com “Discagem Direta à Distância”, mas com o trinômio “Demônios, Dinheiro e Doença” que norteiam boa parte dos nossos cultos.

Boa parte das experiências religiosas visa a cartase do espetaculoso nas expulsões de demônios, alguns pregadores chegam mesmo a convidar pessoas supostamente endemoniadas para serem “entrevistadas” antes de terem o suposto espírito maligno expulso. Outras vertentes fincam suas bandeiras na cura física, em alguns locais vemos aglomerações de pessoas tentando tocar no líder a fim de poder receber cura. Tais ministérios fazem da cura de doenças o seu argumento de salvação e veracidade, seu selo de autenticidade. Outros, ainda, centram fogo no dinheiro, na prosperidade financeira como pedra angular da fé. Recentemente, foi exibida a casa de um desses líderes com mimos de fazer corar de indignação, pela ostentação, muitos milionários que buscam vida discreta e sem esnobismos.

Este é o mundo onde eu e você estamos inseridos. Um mundo de sentimentos superficiais, de adoração que pouco tem a ver com transformação de vida, de amor interesseiro nas bênçãos e nos supostos direitos adquiridos. Uma geração preguiçosa que detesta EBD e só se mobiliza quando há cultos festivos; que tem ojeriza aos cultos de oração, mas que não perde um “louvorzão”; que se entedia com as pregações que não sejam repletas de palavras de ordem, garantias de vitória e gritos de guerra.

O resultado disso tudo é que, apesar de já sermos mais de quinze por cento da população do país, a triste verdade é que fazemos muito pouca diferença. Para nossa geração o que importa é o eu. O nosso ego satisfeito é o que resume a nossa fé. Se eu estou bem financeiramente, se minha família não encontra problemas de relacionamento ou de vícios, se a saúde dos meus está boa. Pouco importa as necessidades dos outros. Posso quando muito orar, se lembrar, entre um pedido e outro que faço para meus próprios interesses.

Esta é a geração DDD. Este é o cristianismo atual. Mas você não precisa estar incluso nele. A Palavra do Senhor nos fala de um homem chamado Elias que um dia, vendo a corrupção da sua geração, pediu a morte como alívio. Mas o Senhor o lembrou que ainda havia um remanescente fiel que não havia dobrado seus joelhos ante a Baal.

Sempre houve um remanescente fiel, sempre haverá. E agora, neste momento há uma geração de verdadeiros adoradores que não necessitam da benção para crer, que não buscam barganhas com Deus para servi-Lo, que têm na presença Dele o motivo de sua fé. Uma geração de homens e mulheres que experimentaram o arrependimento e andam em santidade, não por medo, não por interesse, mas unicamente por um coração transformado que simplesmente não sente prazer em obras mortas.

A esta geração de Cristo, que nunca será vencida e que avança contra todo o tipo de opressão maligna e liberta os cativos arrebentando as portas do inferno. A esta geração cabe a missão de se posicionar com mansidão e amor para proclamar o verdadeiro evangelho que não se baseia na prosperidade, nem na cura, nem nas intermináveis campanhas de exorcismos, nem em festividades vazias, mas na presença do Senhor Jesus, na graça, no arrependimento e na cruz.



Que o Senhor lhe capacite a participar desta doce revolução.



Pr. Denilson Torres

domingo, 6 de junho de 2010

O evangelho da ganância

Alguns cristãos na atualidade, em especial aqueles alcançados pela pregação de tele e Radio-evangelistas famosos e também aqueles influenciados por publicações de conteúdo “pseudamente cristão”, têm achado que prosperidade material é característica obrigatória do crente. Acreditam que a riqueza está inclusa no pacote de bênçãos celestiais, prometido por pregadores irresponsáveis que parecem não conhecer a Bíblia e a razão da pobreza no mundo. Demonstram, ainda, uma grande dificuldade em enxergar os abusos que são cometidos neste país por governantes corruptos os quais corroboram com o aumento cada vez maior da péssima distribuição de renda. Parece que o evangelho tem se resumido a isso: fazer com que pessoas fiquem “ricas”.




Muitos têm sido vítimas de afirmações eloqüentes de alguns pregadores que se exibem com imagem de ricos, donos de lindas casas e carrões de último tipo. Suas afirmações têm produzido uma categoria de cristão instável e de mentalidade doentia. Tais ensinamentos têm formado pessoas suscetíveis ao ataque de seitas e heresias, além de cidadãos alienados e totalmente alheios aos problemas sociais que de fato precisam ser denunciados por desestruturarem e marginalizarem uma imensa maioria da população brasileira. Nosso país precisa de cura espiritual, moral, política, social e ética. Nossos púlpitos devem apresentar o Jesus que cura o homem em sua totalidade e que dá a ele senso de justiça, estimulando-o à promoção da paz.



É preciso apresentar o evangelho que abriga, que veste e também mata a fome; que inclui, que conscientiza a humanidade. Precisamos de um evangelho profético e transformador, que restaura caráter e que luta por dignidade. Chega de pregações que despertam a ganância, que transformam as pessoas em pidonas e interesseiras, em pessoas que compram bênçãos muitas vezes pagas com cartões de crédito e débito além de cheques pré-datados. Desejo que nossos púlpitos despertem em nós uma mente que não se conforma com este mundo, mas que estimula a renovação das mentes pela ação do Espírito Santo. Deixo-vos para reflexão: Romanos 12:2



César Brazil é bispo, Presidente da Comunidade Cristã internacional Lugar de Vida. Missionário, escritor e palestrante. Diretor do CIEAB- Regional Zona Leste/Cidade Tiradentes , Diretor de Comunicação Social do IAAD. Em missões, já viajou diversos países do Oeste da África e também da Europa. Lecionou sobre Serviço Social na Fatap (Faculdade Teológica Adventista da Promessa).



Fonte: www.cieab.com.br

O Jovem e a Igreja

O Jovem e a Igreja


Este texto aponta um pouco do ‘ser jovem’, suas características, numa visão de desenvolvimento constante. Fala também da importância da instituição igreja neste momento de vida e sua influência positiva e marcante refletida no amanhã do jovem.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Ao pensarmos na palavra jovem, muitas são as características que nos vem à cabeça. Podemos falar em curiosidade, energia, humor inconstante, a certeza de um futuro longo pela frente, ou mesmo uma busca de independência e certa dose de onipotência. Na verdade é o sentir intensamente, mas principalmente o experienciar, o experimentar sensações, situações, relações, emoções. Porém não mais com aquela pureza e desprendimento da infância; agora com mais complicações, responsabilidades, deveres e até mesmo certa preocupação com o futuro – incerto.

É uma fase da vida em que é necessário apoio, pois esse ‘jovem’ muitas vezes está saindo da adolescência ou vivendo esse período, e num mundo tão repleto de informações e determinações comportamentais, que nem sempre são positivas, é preciso haver um ambiente adequado em que se possa estar e compartilhar.

O jovem hoje busca algo mais que o possa tornar um adulto saudável emocional, física e espiritualmente. Pensando nesse crescimento pessoal, é possível destacar alguns núcleos de aquisição de conhecimento e comportamento como a escola, o trabalho, a família, a igreja etc...

A igreja é sem dúvida um núcleo diferenciado, podendo ter sentidos variados para cada indivíduo. Pode ser vista como local de encontros, uma espécie de clube social, um lugar para ir e sentir-se melhor sem tantas culpas, ou ainda um local para exibir e usar habilidades por auto-satisfação.

Em meio a estas possibilidades e tantas outras há, porém um significado primordial e genuíno. É na igreja, a casa de Deus, que o jovem vai buscar forças para vencer o mundo, busca a Palavra Sagrada para se enriquecer da graça e paz do Senhor. Encontra ali amigos leais com os quais pode dividir seus momentos bons e ruins, assim como o conforto e o consolo que só Cristo dá.

Num mundo tão difícil de lidar, com tantas perdas, a igreja de fato vem ocupar um espaço importante no contexto social. É pena ver tantas igrejas transformadas em clubes e recantos de bate papo, necessários para o desenvolvimento de qualquer indivíduo, mas pouco suficientes no sentido de oferecer suporte a esses jovens, perdendo desta maneira sua real função.

A partir de todos estes aspectos, percebemos então que o jovem freqüentador de igreja pode ser uma rica fonte de transformações positivas neste mundo de caos.

Vivendo em comunidade, dividindo dificuldades, fazendo amizades sinceras e recebendo o mais essencial alimento, o espiritual, certamente é possível ver não apenas um jovem como também um adulto mais feliz. Pois quando o desenrolar da juventude acontece na igreja a conseqüência é um adulto mais seguro, maduro e pleno, capaz de adaptar-se melhor as dificuldades e perdas da vida. E isso no mundo em que vivemos conta muito.

Márcia Dittz Sousa Lima
Fonte: Torre Forte

domingo, 30 de maio de 2010

O Defeito

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade. Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.

Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço.

- "Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas."

- "Por quê?" Perguntou o homem.

- "De que você está envergonhado?"

- "Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços," disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:

- "Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho."

De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou as flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.

Disse o homem ao pote:

- "Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher estas lindas flores para ornamentar a mesa de meu senhor.

Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa."

Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa de seu Pai. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde.

Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os reconhecermos, eles poderão ser transformados por Deus para causar beleza. Nas nossas fraquezas o Senhor diz que seremos fortes , portanto vamos deixá-Lo agir com liberdade em nossas vidas para sermos sim transformados a Sua REAL imagem e semelhança .

Deus te abençoe e capacite ..

Esportes - Capitão da Seleção Brasileira conta seu testemunho e fala de sua vida como evangélico e jogador

“A Bíblia é meu manual de instrução.” A frase convicta e edificante é de quem poderá erguer a tão esperada taça do hexacampeonato brasileiro na Copa do Mundo de 2010, realizada entre junho e julho, na África do Sul. O zagueiro e capitão da Seleção Brasileira, Lucimar Ferreira da Silva, o Lúcio, de 32 anos, é mais que um líder em campo. Natural de Planaltina (DF), ele também capitaneia a semeadura da Palavra de Deus entre os jogadores evangélicos que vestem a camisa amarelinha. E o grupo de boleiros seguidores da Bíblia não é pequeno. Inclui Kaká, Felipe Melo, Gilberto Silva, Luisão, Juan, Josué e até o auxiliar técnico Jorginho, presidente do ministério dos Atletas de Cristo.


Sempre após os jogos e treinamentos, eles se unem para momentos de pregação, oração e leitura bíblica. Se depender da fé, o hexa é nosso. A seguir, confira a entrevista exclusiva concedida pelo capitão Lúcio ao portal da SBB.

SBB: Há quanto tempo você é evangélico e como foi seu primeiro contato com a Bíblia?

Lúcio: Já faz 12 anos. Fui à igreja pela primeira vez com a minha mãe. Foi algo muito bom que aconteceu em minha vida e, graças a Deus, consegui me manter na igreja. Sou grato a Ele pela paciência e graça comigo e com minha família.

SBB: Costuma ler a Bíblia sempre na concentração antes dos jogos? E no ambiente da Seleção Brasileira?

L.: Em geral, sempre que posso procuro ler a Bíblia, pois isso é algo que me ajuda todos os dias. Na seleção, fazemos as reuniões em horários livres sem interferir no trabalho da equipe.

SBB: Qual sua tradução bíblica preferida?

L.: Aprecio muito a Almeida Revista e Atualizada.

SBB: Qual livro ou texto bíblico mais te inspira para jogar?

L.: Minha passagem preferida é Efésios 6.10, que fala sobre a armadura de Deus. Pois é isso o que peço sempre a Deus, sua proteção.

SBB: Você acha que a fé em Deus pode influenciar num bom desempenho e conquistas dentro de campo? Por quê?

L.: Creio sim que a fé é importante e, na minha vida, sempre fez a diferença. Mas com certeza o trabalho, a dedicação e o sacrifício no dia a dia são também, sem dúvida, fundamentais. Pois é dentro de campo que procuro fazer o meu melhor. O mais entrego a Deus.

SBB: Como é na Seleção Brasileira a convivência dos jogadores evangélicos com os não evangélicos?

L.: Vejo todos como amigos e sei que Deus ama a todos da mesma maneira. A convivência é muito boa, com respeito, amor e, até hoje, esta receita tem funcionado muito bem.

SBB: O que você acha da restrição da Fifa às mensagens religiosas dentro de campo?

L.: Temos, sobretudo, que respeitar. Mas creio que Deus vai nos dar uma forma de poder testemunhar seu amor ao mundo, lembrando que nosso próprio comportamento dentro de campo também pode ser usado por Deus para testemunhar.

SBB: O que a Bíblia representa na sua vida pessoal e profissional?

L.: A Bíblia tem sido meu manual de instrução. Ela me ensina a andar de acordo com a vontade de Deus. E Deus sabe o que é melhor para nós. Ele tem me mostrado a salvação e me ajudado a conquistar vitórias na minha vida e meu trabalho. E minha maior vitória é ter Deus no meu lar, com minha esposa e filhos. Essa é nossa maior vitória.

Fonte: SBB / Gospel+

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Geração DDD

Estamos vivendo no meio da geração mais egoísta, individualista e gananciosa que o cristianismo já produziu ao longo de sua história. Infelizmente, hoje há um inimaginável apego ao sucesso terreno como fruto da verdadeira fé. E este sucesso, além de terreno é mundano, pois pouco importa os meios, o que interessa são os resultados. Há um pragmatismo que impera no meio cristão e faz com que só se entenda fé através de vida próspera, saúde inabalável e repreensão de demônios. É a geração DDD que nada tem a ver com “Discagem Direta à Distância”, mas com o trinômio “Demônios, Dinheiro e Doença” que norteiam boa parte dos nossos cultos.

Boa parte das experiências religiosas visa a cartase do espetaculoso nas expulsões de demônios, alguns pregadores chegam mesmo a convidar pessoas supostamente endemoniadas para serem “entrevistadas” antes de terem o suposto espírito maligno expulso. Outras vertentes fincam suas bandeiras na cura física, em alguns locais vemos aglomerações de pessoas tentando tocar no líder a fim de poder receber cura. Tais ministérios fazem da cura de doenças o seu argumento de salvação e veracidade, seu selo de autenticidade. Outros, ainda, centram fogo no dinheiro, na prosperidade financeira como pedra angular da fé. Recentemente, foi exibida a casa de um desses líderes com mimos de fazer corar de indignação, pela ostentação, muitos milionários que buscam vida discreta e sem esnobismos.

Este é o mundo onde eu e você estamos inseridos. Um mundo de sentimentos superficiais, de adoração que pouco tem a ver com transformação de vida, de amor interesseiro nas bênçãos e nos supostos direitos adquiridos. Uma geração preguiçosa que detesta EBD e só se mobiliza quando há cultos festivos; que tem ojeriza aos cultos de oração, mas que não perde um “louvorzão”; que se entedia com as pregações que não sejam repletas de palavras de ordem, garantias de vitória e gritos de guerra.

O resultado disso tudo é que, apesar de já sermos mais de quinze por cento da população do país, a triste verdade é que fazemos muito pouca diferença. Para nossa geração o que importa é o eu. O nosso ego satisfeito é o que resume a nossa fé. Se eu estou bem financeiramente, se minha família não encontra problemas de relacionamento ou de vícios, se a saúde dos meus está boa. Pouco importa as necessidades dos outros. Posso quando muito orar, se lembrar, entre um pedido e outro que faço para meus próprios interesses.

Esta é a geração DDD. Este é o cristianismo atual. Mas você não precisa estar incluso nele. A Palavra do Senhor nos fala de um homem chamado Elias que um dia, vendo a corrupção da sua geração, pediu a morte como alívio. Mas o Senhor o lembrou que ainda havia um remanescente fiel que não havia dobrado seus joelhos ante a Baal.

Sempre houve um remanescente fiel, sempre haverá. E agora, neste momento há uma geração de verdadeiros adoradores que não necessitam da benção para crer, que não buscam barganhas com Deus para servi-Lo, que têm na presença Dele o motivo de sua fé. Uma geração de homens e mulheres que experimentaram o arrependimento e andam em santidade, não por medo, não por interesse, mas unicamente por um coração transformado que simplesmente não sente prazer em obras mortas.

A esta geração de Cristo, que nunca será vencida e que avança contra todo o tipo de opressão maligna e liberta os cativos arrebentando as portas do inferno. A esta geração cabe a missão de se posicionar com mansidão e amor para proclamar o verdadeiro evangelho que não se baseia na prosperidade, nem na cura, nem nas intermináveis campanhas de exorcismos, nem em festividades vazias, mas na presença do Senhor Jesus, na graça, no arrependimento e na cruz.



Que o Senhor lhe capacite a participar desta doce revolução.



Pr. Denilson Torres

domingo, 6 de junho de 2010

O evangelho da ganância

Alguns cristãos na atualidade, em especial aqueles alcançados pela pregação de tele e Radio-evangelistas famosos e também aqueles influenciados por publicações de conteúdo “pseudamente cristão”, têm achado que prosperidade material é característica obrigatória do crente. Acreditam que a riqueza está inclusa no pacote de bênçãos celestiais, prometido por pregadores irresponsáveis que parecem não conhecer a Bíblia e a razão da pobreza no mundo. Demonstram, ainda, uma grande dificuldade em enxergar os abusos que são cometidos neste país por governantes corruptos os quais corroboram com o aumento cada vez maior da péssima distribuição de renda. Parece que o evangelho tem se resumido a isso: fazer com que pessoas fiquem “ricas”.




Muitos têm sido vítimas de afirmações eloqüentes de alguns pregadores que se exibem com imagem de ricos, donos de lindas casas e carrões de último tipo. Suas afirmações têm produzido uma categoria de cristão instável e de mentalidade doentia. Tais ensinamentos têm formado pessoas suscetíveis ao ataque de seitas e heresias, além de cidadãos alienados e totalmente alheios aos problemas sociais que de fato precisam ser denunciados por desestruturarem e marginalizarem uma imensa maioria da população brasileira. Nosso país precisa de cura espiritual, moral, política, social e ética. Nossos púlpitos devem apresentar o Jesus que cura o homem em sua totalidade e que dá a ele senso de justiça, estimulando-o à promoção da paz.



É preciso apresentar o evangelho que abriga, que veste e também mata a fome; que inclui, que conscientiza a humanidade. Precisamos de um evangelho profético e transformador, que restaura caráter e que luta por dignidade. Chega de pregações que despertam a ganância, que transformam as pessoas em pidonas e interesseiras, em pessoas que compram bênçãos muitas vezes pagas com cartões de crédito e débito além de cheques pré-datados. Desejo que nossos púlpitos despertem em nós uma mente que não se conforma com este mundo, mas que estimula a renovação das mentes pela ação do Espírito Santo. Deixo-vos para reflexão: Romanos 12:2



César Brazil é bispo, Presidente da Comunidade Cristã internacional Lugar de Vida. Missionário, escritor e palestrante. Diretor do CIEAB- Regional Zona Leste/Cidade Tiradentes , Diretor de Comunicação Social do IAAD. Em missões, já viajou diversos países do Oeste da África e também da Europa. Lecionou sobre Serviço Social na Fatap (Faculdade Teológica Adventista da Promessa).



Fonte: www.cieab.com.br

O Jovem e a Igreja

O Jovem e a Igreja


Este texto aponta um pouco do ‘ser jovem’, suas características, numa visão de desenvolvimento constante. Fala também da importância da instituição igreja neste momento de vida e sua influência positiva e marcante refletida no amanhã do jovem.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Ao pensarmos na palavra jovem, muitas são as características que nos vem à cabeça. Podemos falar em curiosidade, energia, humor inconstante, a certeza de um futuro longo pela frente, ou mesmo uma busca de independência e certa dose de onipotência. Na verdade é o sentir intensamente, mas principalmente o experienciar, o experimentar sensações, situações, relações, emoções. Porém não mais com aquela pureza e desprendimento da infância; agora com mais complicações, responsabilidades, deveres e até mesmo certa preocupação com o futuro – incerto.

É uma fase da vida em que é necessário apoio, pois esse ‘jovem’ muitas vezes está saindo da adolescência ou vivendo esse período, e num mundo tão repleto de informações e determinações comportamentais, que nem sempre são positivas, é preciso haver um ambiente adequado em que se possa estar e compartilhar.

O jovem hoje busca algo mais que o possa tornar um adulto saudável emocional, física e espiritualmente. Pensando nesse crescimento pessoal, é possível destacar alguns núcleos de aquisição de conhecimento e comportamento como a escola, o trabalho, a família, a igreja etc...

A igreja é sem dúvida um núcleo diferenciado, podendo ter sentidos variados para cada indivíduo. Pode ser vista como local de encontros, uma espécie de clube social, um lugar para ir e sentir-se melhor sem tantas culpas, ou ainda um local para exibir e usar habilidades por auto-satisfação.

Em meio a estas possibilidades e tantas outras há, porém um significado primordial e genuíno. É na igreja, a casa de Deus, que o jovem vai buscar forças para vencer o mundo, busca a Palavra Sagrada para se enriquecer da graça e paz do Senhor. Encontra ali amigos leais com os quais pode dividir seus momentos bons e ruins, assim como o conforto e o consolo que só Cristo dá.

Num mundo tão difícil de lidar, com tantas perdas, a igreja de fato vem ocupar um espaço importante no contexto social. É pena ver tantas igrejas transformadas em clubes e recantos de bate papo, necessários para o desenvolvimento de qualquer indivíduo, mas pouco suficientes no sentido de oferecer suporte a esses jovens, perdendo desta maneira sua real função.

A partir de todos estes aspectos, percebemos então que o jovem freqüentador de igreja pode ser uma rica fonte de transformações positivas neste mundo de caos.

Vivendo em comunidade, dividindo dificuldades, fazendo amizades sinceras e recebendo o mais essencial alimento, o espiritual, certamente é possível ver não apenas um jovem como também um adulto mais feliz. Pois quando o desenrolar da juventude acontece na igreja a conseqüência é um adulto mais seguro, maduro e pleno, capaz de adaptar-se melhor as dificuldades e perdas da vida. E isso no mundo em que vivemos conta muito.

Márcia Dittz Sousa Lima
Fonte: Torre Forte

domingo, 30 de maio de 2010

O Defeito

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade. Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.

Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço.

- "Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas."

- "Por quê?" Perguntou o homem.

- "De que você está envergonhado?"

- "Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços," disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:

- "Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho."

De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou as flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.

Disse o homem ao pote:

- "Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher estas lindas flores para ornamentar a mesa de meu senhor.

Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa."

Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa de seu Pai. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde.

Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os reconhecermos, eles poderão ser transformados por Deus para causar beleza. Nas nossas fraquezas o Senhor diz que seremos fortes , portanto vamos deixá-Lo agir com liberdade em nossas vidas para sermos sim transformados a Sua REAL imagem e semelhança .

Deus te abençoe e capacite ..

Esportes - Capitão da Seleção Brasileira conta seu testemunho e fala de sua vida como evangélico e jogador

“A Bíblia é meu manual de instrução.” A frase convicta e edificante é de quem poderá erguer a tão esperada taça do hexacampeonato brasileiro na Copa do Mundo de 2010, realizada entre junho e julho, na África do Sul. O zagueiro e capitão da Seleção Brasileira, Lucimar Ferreira da Silva, o Lúcio, de 32 anos, é mais que um líder em campo. Natural de Planaltina (DF), ele também capitaneia a semeadura da Palavra de Deus entre os jogadores evangélicos que vestem a camisa amarelinha. E o grupo de boleiros seguidores da Bíblia não é pequeno. Inclui Kaká, Felipe Melo, Gilberto Silva, Luisão, Juan, Josué e até o auxiliar técnico Jorginho, presidente do ministério dos Atletas de Cristo.


Sempre após os jogos e treinamentos, eles se unem para momentos de pregação, oração e leitura bíblica. Se depender da fé, o hexa é nosso. A seguir, confira a entrevista exclusiva concedida pelo capitão Lúcio ao portal da SBB.

SBB: Há quanto tempo você é evangélico e como foi seu primeiro contato com a Bíblia?

Lúcio: Já faz 12 anos. Fui à igreja pela primeira vez com a minha mãe. Foi algo muito bom que aconteceu em minha vida e, graças a Deus, consegui me manter na igreja. Sou grato a Ele pela paciência e graça comigo e com minha família.

SBB: Costuma ler a Bíblia sempre na concentração antes dos jogos? E no ambiente da Seleção Brasileira?

L.: Em geral, sempre que posso procuro ler a Bíblia, pois isso é algo que me ajuda todos os dias. Na seleção, fazemos as reuniões em horários livres sem interferir no trabalho da equipe.

SBB: Qual sua tradução bíblica preferida?

L.: Aprecio muito a Almeida Revista e Atualizada.

SBB: Qual livro ou texto bíblico mais te inspira para jogar?

L.: Minha passagem preferida é Efésios 6.10, que fala sobre a armadura de Deus. Pois é isso o que peço sempre a Deus, sua proteção.

SBB: Você acha que a fé em Deus pode influenciar num bom desempenho e conquistas dentro de campo? Por quê?

L.: Creio sim que a fé é importante e, na minha vida, sempre fez a diferença. Mas com certeza o trabalho, a dedicação e o sacrifício no dia a dia são também, sem dúvida, fundamentais. Pois é dentro de campo que procuro fazer o meu melhor. O mais entrego a Deus.

SBB: Como é na Seleção Brasileira a convivência dos jogadores evangélicos com os não evangélicos?

L.: Vejo todos como amigos e sei que Deus ama a todos da mesma maneira. A convivência é muito boa, com respeito, amor e, até hoje, esta receita tem funcionado muito bem.

SBB: O que você acha da restrição da Fifa às mensagens religiosas dentro de campo?

L.: Temos, sobretudo, que respeitar. Mas creio que Deus vai nos dar uma forma de poder testemunhar seu amor ao mundo, lembrando que nosso próprio comportamento dentro de campo também pode ser usado por Deus para testemunhar.

SBB: O que a Bíblia representa na sua vida pessoal e profissional?

L.: A Bíblia tem sido meu manual de instrução. Ela me ensina a andar de acordo com a vontade de Deus. E Deus sabe o que é melhor para nós. Ele tem me mostrado a salvação e me ajudado a conquistar vitórias na minha vida e meu trabalho. E minha maior vitória é ter Deus no meu lar, com minha esposa e filhos. Essa é nossa maior vitória.

Fonte: SBB / Gospel+