domingo, 8 de agosto de 2010

Revista Época: A nova reforma Protestante

Inspirado no cristianismo primitivo e conectado à internet, um grupo crescente de religiosos critica a corrupção neopentecostal e tenta recriar o protestantismo à brasileira.


 Rani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.





Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.


Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.


Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade” (leia o quadro abaixo). Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.


Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”


Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da“religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”


Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”


Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”


Uchôa lidera a maior comunidade anglicana da América Latina. Seu trabalho é reconhecido por toda a cúpula da denominação como um dos mais dinâmicos do país. Ele é um dos grandes entusiastas do movimento inglês Fresh Expressions, cujo mote é “uma igreja mutante para um mundo mutante”. Seu trabalho é orientar grupos cristãos que se reúnem em cafés, museus, praias ou pistas de skate. De maneira genérica, esses grupos são chamados de “igreja emergente” desde o final da década de 1990. “O importante não é a forma”, afirma Uchôa. “É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando.”


No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis. Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de recriação de estruturas entre as denominações históricas. A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus frequentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de “palestras” e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda.


“Os seminários teológicos formam ministros para um Brasil rural em que os trabalhos são de carteira assinada, as famílias são papai, mamãe, filhinhos e os pastores são pessoas respeitadas”, diz Ricardo Agreste (foto ao lado), pastor da Comunidade e autor dos livros Igreja? Tô fora e A jornada (ambos lançados pela Editora Socep). “O risco disso é passar a vida oferecendo respostas a perguntas que ninguém mais nos faz. Há muita gente séria, claro, dizendo verdades bíblicas, mas presas a um formato ultrapassado.”


Outro ponto em comum entre esses questionadores é o rompimento declarado com a face mais visível dos protestantes brasileiros: os neopentecostais. “É lisonjeador saber que atraímos gente com formação universitária e que nos consideram ‘pensadores’”, afirma Ricardo Agreste. “O grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência, é de ética e honestidade.” Segundo ele, a velha discussão doutrinária foi substituída por outra. “Não é mais uma questão de pensar de formas diferentes a espiritualidade cristã”, diz. “Trata-se de entender que há gente usando vocabulário e elementos de prática cristã para ganhar dinheiro e manipular pessoas.”


Esse rompimento da cordialidade entre os evangélicos históricos e os neopentecostais veio a público na forma de livros e artigos. A jornalista (evangélica) Marília Camargo César publicou no final de 2008 o livro Feridos em nome de Deus (Editora Mundo Cristão), sobre fiéis decepcionados com a religião por causa de abusos de pastores. O teólogo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicou O que estão fazendo com a Igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro (Mundo Cristão), retrato desolador de uma geração cindida entre o liberalismo teológico, os truques de marketing, o culto à personalidade e o esquerdismo político. Em um recente artigo, o presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas, João Flavio Martinez, definiu como “macumba para evangélico” as práticas místicas da Igreja Universal do Reino de Deus, como banho de descarrego e sabonete com extrato de arruda.


Tais críticas, até pouco tempo atrás, ficavam restritas aos bastidores teológicos e às discussões internas nas igrejas. Livros mais antigos – como Supercrentes, Evangélicos em crise, Como ser cristão sem ser religioso e O evangelho maltrapilho (todos da editora Mundo Cristão) – eram experiências isoladas, às vezes recebidos pelos fiéis como desagregadores. “Parece que a sociedade se fartou de tanto escândalo e passou a dar ouvidos a quem já levantava essas questões há tempos”, diz Mark Carpenter, diretor-geral da Mundo Cristão.


Procurado por ÉPOCA, Geraldo Tenuta, o Bispo Gê, presidente nacional da Igreja Renascer em Cristo, preferiu não entrar em discussões. “Jesus nos ensinou a não irmos contra aqueles que pregam o evangelho, a despeito de suas atitudes”, diz ele. “Desde o início, éramos acusados disto ou daquilo, primeiro porque admitíamos rock no altar, depois porque não tínhamos usos e costumes. Isso não nos preocupa. O que não é de Deus vai desaparecer, e não será por obra dos julgamentos.” A Igreja Universal do Reino de Deus – que, na terceira semana de julho, anunciou a construção de uma “réplica do Templo de Salomão” em São Paulo, com “pedras trazidas de Israel” e “maior do que a Catedral da Sé” – também foi procurada por ÉPOCA para comentar os movimentos emergentes e as críticas dirigidas à igreja. Por meio de sua assessoria, o bispo Edir Macedo enviou um e-mail com as palavras: “Sem resposta”.


O sociólogo Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Editora Loyola), oferece uma explicação pragmática para a ruptura proposta pelo novo discurso evangélico. Ateu, ele afirma que o objetivo é a busca por uma certa elite intelectual, um público mais bem informado, universitário, mais culto que os telespectadores que enchem as igrejas populares. “Vivemos uma época em que o paciente pesquisa na internet antes de ir ao consultório e é capaz de discutir com o médico, questionar o professor”, diz. “Num ambiente assim, não tem como o pastor proibir nada. Ele joga para a consciência do fiel.”


A maior parte da movimentação crítica no meio evangélico acontece nas grandes cidades. O próprio pastor Kivitz afirma que “talvez não agisse da mesma forma se estivesse servindo alguma comunidade em um rincão do interior” e que o diálogo livre entre púlpito e auditório passa, necessariamente, por uma identificação cultural. “As pessoas não querem dogmas, elas querem honestidade”, diz ele. “As dúvidas delas são as minhas dúvidas. Minha postura é, juntos, buscarmos respostas satisfatórias a nossas inquietações.”


Por isso mesmo, Ricardo Mariano não vê comparação entre o apelo das novas igrejas protestantes e das neopentecostais. “O destino desses líderes será ‘pescar no aquário’, atraindo insatisfeitos vindos de outras igrejas, ou continuar falando para meia dúzia de pessoas”, diz ele. De acordo com o presbiteriano Ricardo Gouveia, “não há, ou não deveria haver, preocupação mercadológica” entre as igrejas históricas. “Não se trata de um produto a oferecer, que precise ocupar espaço no mercado”, diz ele. “Nossa preocupação é simplesmente anunciar o evangelho, e não tentar ‘melhorá-lo’ ou torná-lo mais interessante ou vendável.”


O advento da internet foi fundamental para pastores, seminaristas, músicos, líderes religiosos e leigos decidirem criar seus próprios sites, portais, comunidades e blogs. Um vídeo transmitido pela Igreja Universal em Portugal divulgando o Contrato da fé – um “documento”, “autenticado” pelos pastores, prometendo ao fiel a possibilidade de se “associar com Deus e ter de Deus os benefícios” – propagou-se pela rede, angariando toda sorte de comentários. Outro vídeo, em que o pregador americano Moris Cerullo, no programa do pastor Silas Malafaia, prometia uma “unção financeira dos últimos dias” em troca de quem “semear” um “compromisso” de R$ 900 também bombou na rede. Uma cópia da sentença do juiz federal Fausto De Sanctis (lembre AQUI) condenando os líderes da Renascer Estevam e Sônia Hernandes por evasão de divisas circulou no final de 2009. De Sanctis afirmava que o casal “não se lastreia na preservação de valores de ética ou correção, apesar de professarem o evangelho”. “Vergonha alheia em doses quase insuportáveis” foi o comentário mais ameno entre os internautas.


Sites como Pavablog, Veshame Gospel, Irmãos.com, Púlpito Cristão, Caiofabio.net ou Cristianismo Criativo fazem circular vídeos, palestras e sermões e debatem doutrinas e notícias com alto nível de ousadia e autocrítica. De um grupo de blogueiros paulistanos, surgiu a ideia da Marcha pela ética, um protesto que ocorre há dois anos dentro da Marcha para Jesus (evento organizado pela Renascer). Vestidos de preto, jovens carregam faixas com textos bíblicos e frases como “O $how tem que parar” e “Jesus não está aqui, ele está nas favelas”.


A maior parte desses blogueiros trafega entre assuntos tão diversos como teologia, política, televisão, cinema e música popular. O trânsito entre o “secular” e o “sagrado” é uma das características mais fortes desses novos evangélicos. “A espiritualidade cristã sempre teve a missão de resgatar a pessoa e fazê-la interagir e transformar a sociedade”, diz Ricardo Agreste. “Rompemos o ostracismo da igreja histórica tradicional, entramos em diálogo com a cultura e com os ícones e pensamento dessa cultura e estamos refletindo sobre tudo isso.”


Em São Paulo, o capelão Valter Ravara criou o Instituto Gênesis 1.28, uma organização que ministra cursos de conscientização ambiental em igrejas, escolas e centros comunitários. “É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia”, afirma Ravara. “O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar.” Ravara publicou em 2008 a Bíblia verde, com laminação biodegradável, papel de reflorestamento e encarte com textos sobre sustentabilidade.




A então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, escreveu o prefácio da Bíblia verde. Sua candidatura à Presidência da República angariou simpatia de blogueiros e tuiteiros, mas não o apoio formal da Assembleia de Deus, denominação a que ela pertence. A separação entre política e religião pregada por Marina é vista como um marco da nova inserção social evangélica. O vereador paulistano e evangélico Carlos Bezerra Jr. afirma que o dever do político cristão é “expressar o Reino de Deus” dentro da política. “É o oposto do que fazem as bancadas evangélicas no Congresso, que existem para conseguir facilidades para sua denominação e sustentar impérios eclesiásticos”, diz ele.


O raciocínio antissectário se espalhou para a música. Nomes como Palavrantiga, Crombie, Tanlan, Eduardo Mano, Helvio Sodré e Lucas Souza se definem apenas como “música feita por cristãos”, não mais como “gospel”. Eles rompem os limites entre os mercados evangélico e pop. O antissectarismo torna os evangélicos mais sensíveis a ações sociais, das parcerias com ONGs até uma comunidade funcionando em plena Cracolândia, no centro de São Paulo. “No fundo, nossa proposta é a mesma dos reformadores”, diz o presbiteriano Ricardo Gouveia. “É perceber o cristianismo como algo feito para viver na vida cotidiana, no nosso trabalho, na nossa cidadania, no nosso comportamento ético, e não dentro das quatro paredes de um templo.”


A teologia chama de “cristocêntrico” o movimento empreendido por esses crentes que tentam tirar o cristianismo das mãos da estrutura da igreja – visão conhecida como “eclesiocêntrica” – e devolvê-lo para a imaterialidade das coisas do espírito. É uma versão brasileiramente mais modesta do que a Igreja Católica viveu nos tempos da Reforma Protestante. Desta vez, porém, dirigida para a própria igreja protestante. Depois de tantos desvios, vozes internas levantaram-se para propor uma nova forma de enxergar o mundo. E, como efeito, de ser enxergadas por ele. Nas palavras do pastor Kivitz: “Marx e Freud nos convenceram de que, se alguém tem fé, só pode ser um estúpido infantil que espera que um Papai do Céu possa lhe suprir as carências. Mas hoje gostaríamos de dizer que o cristianismo tem, sim, espaço para contribuir com a construção de uma alternativa para a civilização que está aí. Uma sociedade que todo mundo espera, não apenas aqueles que buscam uma experiência religiosa”.


Fonte: Revista Época

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

NOTICIAS DO DIA 04/08/2010

Morre Lilian Ferrão, vocalista do grupo Voz da Verdade

Lilian Paolilo Ferrão, vocalista da banda Voz da Verdade, filha da Célia, tecladista, tinha uma doença incurável


Lilian Paolilo Ferrão, vocalista da banda Voz da Verdade, filha da Célia, tecladista, tinha uma doença incurável que vai matando aos poucos, atrofia os nervos, músculos, com dores insuportáveis.


A única saída seria um transplante de fígado, que ocorreu no dia 27 de julho, no centro cirúrgico do Hospital Albert Eistein. Infelizmente, na hora em que transplantaram o fígado, ele não respondeu adequadamente e o quadro foi se agravando. Os médicos optaram por um retransplante, mas um fígado bom demorou para chegar.

Lilian deixou dois filhos: Andrey e Dhara e uma enorme saudade.

Na madrugada da quarta-feira, dia 4 de agosto, o quadro piorou e ela teve que se submeter a uma cirurgia de emergência para retirada do fígado, enquanto aguardava órgão que estava a caminho. No momento da cirurgia chegou um fígado mas a nossa querida Lilian teve uma parada cardíaca e os médicos não conseguiram reverter a situação.

Deus acolheu esta rosa para o seu jardim. Célia e seu marido Edson, juntamente com os irmãos que acompanharam de perto o caso estão sofrendo demais. Não esperávamos este fim, oramos, clamamos ao Senhor, mas Deus quis assim.

Agradecemos as orações de todos os irmãos em Cristo e pedimos, encarecidamente, que continuem orando pela Célia, Edson, irmã Isa e familiares, que eram muito apegados a Lilian.

Deus sabe todas as coisas. Muitas vezes não entendemos, mas se a Lilian não tentasse, ela ia sofrer muito, pois esta doença é degenerativa e progressiva.

Estamos consternados e em estado de choque. (Suely Moisés)




Fonte: gospelminas.com
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Pastor Manoel Ferreira da Assembléia de Deus vai pedir votos para candidata que é favorável ao CASAMENTO GAY e ao ABORTO

Manoel Ferreira faz acordo com Dilma para pedir votos a crentes

Para ser o coordenador da campanha de Dilma Rousseff junto aos evangélicos, o pastor Manoel Ferreira, presidente do Conselho Nacional de Pastores do Brasil, fez exigências que devem causar algum rebuliço entre os militantes históricos do PT. Da conversa que teve há duas semanas com Dilma, Ferreira saiu com uma promessa: se vencer a eleição, ela não tomará iniciativas que afetem temas caros aos evangélicos, como legalização do aborto, regulamentação da prostituição, retirada de símbolos religiosos de locais públicos e a união estável entre homossexuais. Dilma aceitou a proposta do pastor para que esses temas só sejam discutidos no Congresso por iniciativa dos próprios parlamentares, nunca do Executivo. Satisfeito, o pastor prometeu abrir caminho para Dilma transitar com desenvoltura entre os 25% de eleitores evangélicos.


Fonte: Creio
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terça-feira, 27 de julho de 2010

40º UMADEV - VALINHOS REALMENTE TREMEU

















sexta-feira, 9 de julho de 2010

7 Grandes Jovens da Bíblia

7 Grandes Jovens da Bíblia


1º - José , 2º - Samuel, 3º - Davi, 4º - Ester, 5º - Daniel, 6º - João e 7º- Timoteo

Apresentação


Apresentamos-lhe este manual de estudos bíblicos esboçados, para a juventude. Os problemas e as circunstâncias que os jovens enfrentam hoje em dia são, em muitos aspectos, sem paralelo em toda a história humana. Contudo, não precisamos pensar que esta geração é peculiar nos problemas e dificuldades que enfrenta para viver de maneira pura e interrupta para Deus. Na verdade, jovens de todas as gerações têm enfrentado os mesmos problemas básicos que enfrentamos hoje, para viver para Deus.



A ciência criou grandes modificações em nossa forma e padrão de vida, com suas muitas invenções, mas os problemas básicos que a mocidade enfrenta são freqüentemente os mesmos hoje como em séculos atrás, nos dias bíblicos.



Estudos simples, do caráter de sete jovens da Bíblia, servirão para ilustrar como aqueles moços e moças enfrentaram e resolveram os mesmos problemas que nossa mocidade enfrenta hoje. Estes estudos mostrarão também como eles enfrentaram aqueles problemas com a fé em Deus e coragem para viver por aquela fé. Se estas lições puderem desafiar os jovens de hoje a resolverem os seus problemas, com a mesma fé e coragem que estes grandes jovens da Bíblia usaram para resolver os seus, este manual cumpriu o seu objetivo.



Estas Lições devem ser usadas em reuniões da Rede de Jovens. Os estudos de personalidade não são exaustivo, completos, e muitas vezes tratam só da juventude destes vultos bíblicos, tocando apenas brevemente em seus anos de maturidade. A razão é óbvia: este manual é um estudo dos seus problemas e lutas nos verdes anos da sua mocidade.



Passo a sugerir duas maneiras básicas de estudar este primeiro manual. Primeiro, cada lição pode ser estudada por todos os jovens durante a semana, que preceder a reunião ou a aula, e então um líder pode dirigir os jovens na discussão, para que cada um possa contribuir com as verdades que mais os inspiraram na lição. São incluídos em cada lição tópicos para a discussão e perguntas.



A Segunda maneira de estudar uma lição é encorajar todos os jovens a estudar a lição na semana precedente, e então escalar um ou dois jovens para proferirem “sermonetes” que tenham desenvolvido de alguma verdade aprendida na lição. Se o tempo permitir, ambas as maneiras podem ser usadas; primeiro os “sermonetes”, e depois os tópicos para discussão e as perguntas.



As lições são curtas; os sumários e as perguntas têm o objetivo de promover o estudo individual e a participação de todos os jovens do grupo. De fato, o padrão neotestamentário para as reuniões dos crentes está subentendido nestas lições. Elas foram preparadas para encorajar a participação ungida de todos. No Corpo de Cristo, cada membro deve ser um participante, e não espectador passivo.



Se os líderes dos grupos que forem usar este manual recapitularem cuidadosamente os pensamentos apresentados neste prefácio, antes de procurar usar as lições em reuniões especiais, as aulas serão mais eficientes nas vidas dos seus jovens.


Lição 1 - J O S É


Quem era José? O livro de Gênesis devota quase trinta por cento dos seus capítulos à vida de José, filho de Jacó. A sua vida foi incomum, pois ele foi vendido para a escravidão no Egito quando tinha dezessete anos, e naquele país ele passou os treze anos seguintes como escravo e na prisão. Tinha apenas trinta anos de idade quando tornou-se governador da maior civilização daquela época. Ali, em terra estranha, casou-se com mulher estrangeira, e viveu e reinou no Egito durante oitenta anos.


José era o filho favorito de Raquel, esposa favorita de Jacó. Este lhe deu uma capa de muitas cores, que indicava para os outros irmãos que Jacó pretendia dar-lhe a primogenitura. Hoje em dia diríamos: “Ele nasceu com uma colher de ouro na boca”.


Teria riquezas que haveria de herdar, posição e benção; contudo, não foi este o plano de Deus para a sua vida. Leia como Deus permitiu que todas estas cousas ruíssem por terra, e grande humilhação se abatesse sobre ele durante trinta anos, enquanto preparava-o para cousas maiores.


Como era a vida na época de José? Jacó e seus filhos eram pastores ou vaqueiros. Cuidavam de seus rebanhos, criavam suas famílias, e geralmente procuravam servir a Deus. Com a idade de dezessete anos, José foi introduzido ao Egito, que era culturalmente muito mais desenvolvido que Canaã. Sabe-se que toda a arte e ciência da Grécia foram copiadas do Egito. Todavia, a liberdade e os direitos humanos estavam no mais baixo nível. A vida humana tinha pouco valor. A escravidão florescia com todo o vigor.


Que problemas semelhantes aos nossos José enfrentou? José não foi compreendido pela sua família, era invejado e odiado por seus irmãos. A sua juventude não podia ser suave, em tais circunstâncias. Não lhe foi fácil ser repentinamente degradado da posição de filho mimado de Jacó, para ser escravo na casa de Potifar, no Egito. Ele foi colocado em posição dificílima. Foi sujeito à tentação da esposa do seu senhor.


Hoje em dia, parece que essa tentação é muito pouco diferente. Quando ele foi elevado repentinamente da prisão para o trono, enfrentou a tentação do orgulho e da arrogância, que uma prosperidade assim, súbita, propicia. Mais tarde, ele teve todas as oportunidades de vingar-se dos seus irmãos por causa da traição que eles lhe haviam feito, quando menino. Todas estas tentações e problemas têm derrotado muitos homens, e ainda estão fazendo com que muitos não cumpram a vontade de Deus para as suas vidas, hoje em dia.


Como foi que José resolveu os seus problemas? José tinha fé e dependência básica de Deus (Gênesis 39:4-8; 50:19, 20), que o mantiveram fiel em meio a todas estas circunstâncias e problemas. Quando você lê acerca do perdão que ele concedeu aos seus irmãos, da sua fidelidade em face à adversidade, lembre-se de que foi a sua fé robusta em Deus que fez dele um homem fiel.


A vida e as oportunidades de José foram maiores ou menores do que as nossas? A vida era mais simples naquela época do que agora, mas era mais primitiva e incerta em outros sentidos. São as épocas e circunstâncias que colocam diante de nós grandes oportunidades, pois é Deus que nos dá a oportunidade de realizar grandes feitos em nossas vidas? No caso de José, Deus o ajudou e lhe deu o lugar. Para nós também, Deus é o único que exalta o humilde coração que confia, e abate o orgulhoso e ímpio. Hoje em dia, temos uma oportunidade ainda maior que José, para andar com Deus, pois Ele está derramando do Seu Espírito mais amplamente, nestes dias.

Leitura designada: Gênesis, capítulos 37 a 50.

Esboço da Vida de José

1. Seus pais - Gênesis29:31; 30:1, 22-24.

2. Suas primeiras relações familiares, suas revelações e sonhos – Gênesis37:1- 22.

3. Vendido como escravo – Gênesis37:23-36.

4. Escravatura e prisão – Gênesis39 e 40.

5. Libertado e exaltado – Gênesis41.

6. Perdão semelhante ao de Cristo - Gênesis42 a 50.

7. Os seus ossos levados para Canaã quatrocentos anos mais tarde – Gênesis50:24-26; Êxodo 13:19.

Perguntas para Estudo e Discussão

1. Em Gênesis capítulo 37, note os problemas que a parcialidade paterna suscita em uma família. Se um pai (ou mãe) é parcial em benefício de um dos filhos, que problemas isto suscita?

2. Descreva como José tornou o mal com o bem.

3. A família de José o compreendia quando ele era menino e recebia sonhos de Deus? Como podemos entender melhor os membros de nossa família?

4. Que fez José quando tentado a pecar, pela esposa de seu senhor? Há ocasiões em que fugir é melhor do que lutar?

5. Você acha que Deus preparou tempos difíceis na mocidade de José, afim de prepará-lo para as grandes bênçãos do futuro?

6. Se José não tivesse sido vendido para o Egito, mas se lhe fosse permitido continuar como filho mimado e favorito de Jacó, é possível que a predileção de Jacó tivesse destruído o seu caráter de maneira mais eficiente do que as adversidades que ele enfrentou?


Grandes Temas da Vida de José

Pagar o mal com o bem.

Como enfrentar da Tentação.

O valor das Dificuldades.

Versículos para decorar: Gênesis 39:4,5,7,8,; 50: 19-20; 50: 24-26, Êxodo 13:19.-


Lição 02 - S A M U E L

Quem era Samuel? Mais de mil anos antes do nascimento de Cristo, um jovem cresceu como auxiliar de idoso sacerdote, no Tabernáculo de Israel. Embora a vida no Tabernáculo fosse tão corrupta quanto em todo o resto da nação, aquele jovem, Samuel, aprendeu a conhecer a voz de Deus na sua mocidade, e andou irrepreensivelmente em toda a sua vida, a ponto de chegar a ser um pioneiro espiritual. Ele fundou a linhagem de profetas que iriam tornar-se a única voz verdadeira de Deus para a nação, na perspectiva dos séculos futuros. A corrupção moral que ele testemunhou até na casa de Deus, jamais maculou a sua vida. A maior parte da vida ele serviu tanto como sacerdote quanto juiz. Foi o último dos grandes juizes.


Chamavam-no juiz itinerante, pois ele fazia um circuito em Betel, Gilgal, Mizpá e Ramá, administrando justiça. Ele preencheu um cargo político na maior parte da vida, sem uma única mancha em sua carreira. Sob sua direção como vidente, ou profeta, formou-se a monarquia, e ele ungiu os primeiros dois reis de Israel, Saul e Davi.


Como era a vida na época de Samuel? As escrituras registraram que na época dos Juízes “cada um fazia o que achava mais reto”. Ocasionalmente, subvertida a opressão causada por uma nação vizinha, e levava o povo de volta à adoração do Senhor. Geralmente, durante esses períodos, prevaleciam anarquia, iniqüidade e imoralidade de toda espécie. Eram períodos violentos de transição em toda a nação.


Condições que produziam facilmente os homens mais malignos. Porém, dessa era confusa e degenerada, emergiu Samuel, homem íntegro, que andou diante do Senhor como Seu profeta, durante toda a sua vida.


Que problemas semelhantes aos nossos Samuel enfrentou? Os tempos eram perigosos por causa de freqüentes guerras. Naquela época, como hoje, a ameaça de guerra era como nuvem negra que estava sempre suspensa sobre a nação civilização, como nos tempos de Samuel. A tendência de se conformar com o curso dos eventos afetou até os sacerdotes. Naquela época, como agora, era difícil recusar-se a se conformar e “seguir a multidão em fazer o mal.”


Como foi que Samuel resolveu os seus problemas? Samuel significa “Pedido a Deus”, pois a sua mãe Ana era estéril quando pedira um filho a Deus. Com uma mãe que orava, Samuel parecia destinado a ser um homem de oração durante toda a sua vida. Quando os filhos de Eli eram imorais e cobiçosos no Tabernáculo, Samuel estava aprendendo a voz de Deus, e continuou a ser um homem poderoso em oração durante todos os seus anos. Veja I Samuel capítulos 7, 8 e 12:14-23. Embora ele tivesse nascido para o sacerdócio e fosse de família levítica (I Crônicas 6:33-38). É conhecido melhor como o “profeta de oração”. Todos os problemas, então como agora, têm solução diante do trono de Deus.


A vida e as oportunidades de Samuel foram maiores ou menores do que as nossas? O que é que você acha? É difícil responder com segurança. Samuel viveu como jovem em tempos quando a palavra do Senhor era rara (I Samuel 3:1). A vida naquela época não corria no ritmo de hoje em dia, pois Canaã ainda era uma nação agrícola e pastoril. Se as suas oportunidades de cultura eram menores do que as nossas, ele deve ser recomendado por tê-las aproveitado para aprender dos rolos antigos, e ter-se tornado um juiz tão fiel. As comunicações e os transportes daquela época e de hoje, são dois mundos diferentes, mas lembre-se de que as cidades da época de Samuel (Silo, Betel, Ramá, Jerusalém, Gibea), estavam a uma distância média de apenas oito a dez quilômetros uma da outra. O seu mundo era menor.


Leitura designada: Samuel 1 a 16; 19:18-24: 25:1; 28.

Esboço da Vida de Samuel

1. Ele nasceu em resposta à oração – I Samuel 1.

2. Ele cresceu no Tabernáculo, e foi chamado por Deus ainda menino – I Samuel 2
e 3.

3. Através de suas orações, os filisteus foram derrotados – I Samuel cap. 4 a 7.

4. Ele ungiu o primeiro rei – Saul – I Samuel 8 a 10.

5. Ele pronunciou julgamento sobre Saul. I Samuel cap. l1 a 15.

6. Ele ungiu a Davi como o segundo rei de Israel – I Samuel 16.

7. A poderosa escola de profetas de Samuel – I Samuel 19:18-24.

8. A morte de Samuel – I Samuel 25:1.

Perguntas para Estudo e Discussão


1. Quanto você acha que Samuel devia à sua mãe, Ana?

2. A influência e a experiência do menino Samuel no Tabernáculo foi sempre elevado e boa?

3. Apresente tantos incidentes de oração na vida de Samuel, quanto puder. Discuta- os.

4. O que é um “vidente”?

5. Os profetas são mencionados muitas vezes na Bíblia, antes de Samuel?

Grandes Temas da Vida de Samuel

O perigo de Indulgência Paterna - I Samuel 2; 8:1-105.

Obediência Completa - I Samuel capítulo 15.

Oração na Vida de Samuel – I Samuel 7:5-8; 8:6; 12:17 e 15:1; Salmo 99:6; Jeremias 15:1; Hebreus 11:32-40

Samuel – Fiel a Deus em Tempos Maus.

Versículos para Decorar: I Samuel 1:27-28, 2:35; 12:23-24; 15: 22 e 16:7.


Lição 3 - D A V I

Quem era Davi? Aproximadamente três mil anos atrás, um moço tornou-se rei de seu povo, com a idade de trinta e três anos. Ele já havia enfrentado grandes perigos e adversidades, tendo lutado com leões e ursos quando era pastor de ovelhas, e tendo derrotado um gigante filisteu que tinha 2,70 metros de altura, depois do que vivera vários anos como fugitivo e marginal por causa da inveja do seu rei. Esse moço, Davi, ainda bem jovem já era compositor, músico, guerreiro e estrategista militar. Mais tarde, ele iria governar as doze tribos de Israel durante quarenta anos, e expandir o seu reino do Rio Eufrates até às fronteiras do Egito. Reconhecido como o maior rei da história de Israel, ele também é chamado “o doce cantor de Israel”, e nas Escrituras, é chamado profeta de Deus. Acima de todas estas cousas, ele era um homem profundamente espiritual, chamado por Deus, e homem segundo o Seu coração. Ele era intensamente humano, e exibia a ampla gama de expressões morais de que o coração humano é capaz. Ele alcançou as alturas e chegou às profundidades. Davi significa “amado”; era homem belo, embora de pequena estatura; forte, corajoso e prudente no falar.


Como era a vida na época de Davi? Tanto nacional como religiosamente, os tempos eram caóticos. Davi teve pleno contato com a época violenta em que vivia. Lutou com animais selvagens no deserto, enquanto, na qualidade de rapazote, cuidava das ovelhas; lutou nos exércitos de Israel como jovem, e esquivou-se da perseguição do rei invejoso, que deseja matá-lo. Como fugitivo nas montanhas, ele aprendeu a manejar os homens, e tornou-se um líder. A vida era cheia de perigos, e os homens expressavam as suas emoções de maneira primitiva e às vezes violenta. Não obstante, houve maravilhosa revelação e comunhão com Deus na vida de Davi e de Samuel, seu contemporâneo.


Que problemas semelhantes aos nossos Davi enfrentou? Davi foi ungido para ser o Rei de Israel, quando não passava de um garoto, mas muitos anos se passaram antes que ele se tornasse rei. É difícil os jovens enfrentarem adiamentos e revezes. Porém, muitas vezes, decepções e lutas também são o nosso quinhão. Davi enfrentou estas cousas, e nós também as enfrentamos. Ele constantemente enfrentou um inimigo que era maior que o Golias, que matou quando moço. Esse inimigo era a sua própria natureza carnal. Muitas vezes é difícil fugir “das paixões da mocidade”.


Como foi que Davi resolveu os seus problemas? Muitas vezes Davi buscava o Senhor em oração e louvor, quer estivesse enfrentando inimigos, concupiscência ou culpa, quer tivesse problemas para os quais não podia encontrar solução. Em momentos de desânimo, está escrito que “Davi fortaleceu-se no Senhor”. Quando lemos os Salmos, muitos dos quais foram escritos por Davi, estamos lendo as orações e louvores de homens que não eram capazes de encontrar escape, nem solução, nem forças, exceto no Senhor.


A vida e as oportunidades de Davi foram maiores ou menores do que as nossas? Quando uma nação está erguendo-se, ou caindo, apresentam-se as grandes oportunidades de fama, riqueza e grandeza. É a hora de crise quem exige um Tiradentes, ou D. Pedro I. Tempos de crise, que tais testemunharam o aparecimento dos profetas do Antigo Testamento. Em uma hora de necessidade assim, surgiu Davi. Não é verdade que hoje nós também estamos vivendo em uma época de crise e de transformação para toda a civilização? Quem pode dizer que esta época não é ainda mais desafiadora do que o tempo em que Davi viveu?


Leitura designada: I Samuel, capítulo 16 até o fim do livro. II Samuel, todo o livro. I Reis 1:1; 2:12. Note que I Crônicas capítulos 10 a 22, e 28 e 29 também tratam da vida de Davi, com algumas poucas variações.


Esboço da Vida de Davi

1. O jovem Davi foi ungido Rei – I Samuel, capítulo 16.

2. O jovem Davi matou Golias – I Samuel, capítulo 17.

3. A inveja de Saul e o amor de Jônatas – I Samuel, capítulos 18 a 20.

4. Davi foi fugitivo até a morte de Saul – I Samuel 21-31.

5. Davi foi feito Rei – II Samuel, capítulos 1 a 7.

6. Davi edificou e expandiu o reino – II Samuel 8-10.

7. Davi e Bate–Seba – II Samuel, capítulos 11 e 12.

8. Os problemas de Davi – II Samuel, capítulos 13 a 21.

9. Os últimos cânticos de Davi – II Samuel, capítulos 22 e 23.

10. Instruções finais e morte de Davi – I Reis 1:1; 2:10-12.

Perguntas para Estudo e Discussão

1. O que mais o impressionou na vida de Davi?

2. Que lições lhe pareceram mais importantes?

3. Discuta a versatilidade dos talentos e das façanhas de Davi.

4. Para você, qual é a fase mais importante da vida dele: Davi como guerreiro, músico, rei ou profeta?

5. Você pode indicar como Davi colheu, em seus próprios filhos, o pecado cometido com Bate-Seba?

6. Como você resume o aspecto espiritual de Davi?

7. Por que lhe foi negado o grande desejo de edificar um templo para Deus?

Grandes Temas da Vida de Davi

Inveja – do exemplo da inveja que Saul tinha de Davi.

Seja um Amigo Verdadeiro – Davi e Jônatas – I Samuel, capítulo 14; 18:1-5; 19:1-7; capítulo 20; 31:2; II Samuel 1:17-27.

Perdão – Mefibosete – II Samuel, capítulo 9.

Você não pode esconder o Pecado – II Samuel, capítulos 11 e 12.

O último Salmo de Agradecimento de Davi, suas Últimas Instruções e Última Oração – II Samuel, capítulos 22 e 23; I Crônicas 29:10-19.

Versículos pra Decorar: I Samuel 16:7; 17:45; 22:2-4, 17-20 e 26-27.


Lição 4 - E S T E R

Quem era Ester? Ester era uma bela órfã judia, que viveu na Pérsia durante a época histórica em que o seu povo estava emigrando em ondas sucessivas, de volta a Canaã, saindo do exílio babilônico. Ela, como José no Egito, e como Daniel na Babilônia, foi usada por Deus para livrar o seu povo da aniquilação. Ela preparou o terreno para Esdras voltar a Jerusalém cerca de dezesseis anos depois, e para Neemias reconstruir os muros de Jerusalém, cerca de trinta anos depois. Aquela moça foi usada para mudar a maré da história. A sua beleza, o seu espírito de sacrifício e o seu tato tornaram-na uma arma eficiente na mão de Deus, para evitar o desastre da sua raça.


A oportunidade de Ester surgiu quando ela ganhou um concurso de beleza realizado com representantes de cento e vinte e sete países e províncias do Império Persa, para eleger uma rainha. Ela casou-se com Assuero (mais conhecido como Xerxes), e viveu com ele até a sua morte, treze anos depois. Ela estava casada com o rei havia cinco anos, quando Hamã conspirou o massacre dos judeus. Depois da libertação deles, Assuero, o poderoso monarca do Império Persa, teve um conselheiro judeu (Mordecai), bem como uma esposa judia.


Como era a vida na época de Ester? Ester e o seu povo eram uma raça minoritária em uma terra estranha. Era um povo desapossado, com limitada liberdade pessoal. O soberano oriental era cruel e opressor. A existência era uma luta diária.


Que problemas semelhantes aos nossos Ester enfrentou? Ester enfrentou e participou da perseguição do seu povo. Sem dúvida ela foi tentada a ficar em silêncio e escapar à vergonha ou ao prejuízo pessoal. Hoje em dia, os jovens cristãos não gostam de ser escarnecidos ou encarados como “diferentes”. Todos nós enfrentamos uma crise, mais cedo ou mais tarde. Ester era uma jovem que surgiu em uma emergência.


Como foi que Ester resolveu os seus problemas? Ela estava disposta a abandonar a sua posição – e até a sua vida – a fim de salvar o seu povo (Ester 4:13; 5:1-8) e teve a coragem de falar quando chegou a hora, mas com tato e sabedoria.


As oportunidades de Ester foram maiores ou menores do que as nossas? Como sempre, as “chances” vêm para aqueles que estão dispostos a tirar o melhor partido delas. Hoje, a história de Ester poderia ser re-escrita, mas com graça cristã em vez do desejo de vingança que vemos nos últimos capítulos. Em Cristo, podemos nos elevar a um amor que perdoa os nossos inimigos.


Leitura designada: O livro de Ester (10 capítulos).

Esboço da Vida de Ester



1. Ester tornou-se Rainha da Pérsia – Ester – cap. 1 e 2.



2. A conspiração da Hamá, e sua queda através da estratégia de Ester – Ester



capítulos 3 a 7.



3. Os judeus foram libertados através da intercessão de Ester – Ester 8:1 a 9:16.



4. A Festa de Purim foi instituída mediante decretos de Ester – Ester 9:17 até o fim



do livro.

Perguntas para Estudo e Discussão.

1. O nome de Deus é mencionado no livro de Ester? A oração é mencionada?
Adoração religiosa é mencionada?

2. Você acha que a deposta rainha Vastí tinha razão de recusar-se a obedecer às ordens do seu esposo?

3. Qual era o nome hebraico de Ester? O rei sabia que ela era judia?

4. Quem eram os pais de Ester?

5. Ester é uma excelente história. Indique outra história assim curta, no Antigo Testamento.

6. O que você acha do sentimento de vingança dos judeus?


Grandes Temas da Vida de Ester.

Grandes crises propiciam a manifestação de Grandeza no Povo de Deus.

Para uma ocasião como esta - Ester 4:16

Colhendo o que Semeou – Hamã.

Três grandes Festas: A Festa de Assuero, a Festa de Ester e a Festa de Purim.

Versículo para decorar: Ester 4:16.


Lição 5 - D A N I E L

Quem era Daniel? Daniel foi um dos moços de sangue nobre ou real, que foram levados à Babilônia por ocasião do primeiro cativeiro, durante o reinado de Joaquim (Daniel 1:2). Ele tinha, naquela época, cerca de dezoito anos. Nada se sabe de sua família, mas aquele jovem andou com Deus e tornou-se um dos maiores profetas de todos os tempos. Tornou-se um grande estadista, ocupando essa posição durante mais de setenta anos. Tinha mais de noventa anos de idade quando foi colocado na cova dos leões, por Dario. Quando já estava na Babilônia, havia cerca de quinze anos, embora muito jovem, ele adquiriu tal fama por sua fé e intercessão como profeta de Deus, que Ezequiel o compara, na Palavra de Deus, com Noé e Jó, apresentando os três, como os maiores intercessores de todos os tempos. Leia cuidadosamente Ezequiel 14:13-20. Embora ele tenha enfrentado dificuldades como cativo de guerra, logo na mocidade, ele foi um dos maiores e mais puros caracteres da historia. Como estadista, influenciou as grandes civilizações que começaram uma nova ordem de cousas na história do mundo.


Como era a vida na época de Daniel? A vida de Daniel diferiu da maioria dos seus contemporâneos, pois ele viveu no palácio e foi uma figura pública durante um período de setenta anos ou mais. As tentações, conflitos e pressões se fazem sentir sobre os jovens que servem a Deus em qualquer geração. As invenções modernas e o progresso tem tornado as nossas vidas luxuosas, em comparação com o melhor que os reis antigos possuíam. Pelos menos, Daniel gozou do que havia de melhor em seus dias.


Que problemas semelhantes aos nossos Daniel enfrentou? A tentação de contemporizar com a ordem mundana é sempre a mesma, bem como a luta íntima entre o espírito e a carne. Nessas batalhas, Daniel foi mais do que vencedor. Em todos os sentidos ele foi um não-conformista, e um homem íntegro.


A vida e as oportunidades de Daniel foram maiores ou menores do que as nossas? Em muitos sentidos, Daniel parece que enfrentou, por ser cativo de guerra, maiores desvantagens do que nós. Contudo, devemos lembrar que Daniel viveu e participou dos grandes impérios (Babilônico e Persa), que estabeleceram o curso da civilização mundial. Nenhum homem no mundo de hoje poderia ter a influência no futuro da civilização como a que Daniel teve. Nos primórdios da civilização o poder e a influência foram concentrados em uma região, e nas mãos de uns poucos. Isto não pode acontecer hoje.


Leitura designada: Daniel, capítulos 1 a 6. Os Capítulos 7 a 12 registram as suas visões e profecias.


Esboço da Vida de Daniel

1. Daniel recusou-se a se contaminar ou contemporizar – Daniel capítulo 1.

2. Daniel interpretou o sonho esquecido do Rei Nabucodonozor - Daniel capítulo 2
(como jovem, estando na Babilônia havia apenas três anos).

3. Os amigos de Daniel passam pela fornalha quentíssima - Daniel capítulo 3 (Daniel
estava na Babilônia há 20 anos).

4. Daniel predisse a insanidade e recuperação de Nabucodonozor – Daniel capítulo 4.

5. Daniel predisse, na festa de Belshazar, a sua derrota pelos medos e persas –
Daniel capítulo 5.

6. Daniel foi posto na cova dos leões por Dario, Rei da Pérsia – Daniel capítulo 6
(Daniel tinha, então, mais de noventa anos). Não há registro de sua morte. O
resto do Livro de Daniel registra as suas visões e profecias.

Perguntas para Estudo e Discussão

1. Você é capaz de identificar os quatro grandes reinos mundiais descritos no sonho de Nabucodonozor, em Daniel capítulo 2?

2. Quantos acontecimentos miraculosos você poder encontrar no livro de Daniel?

3. Descreva os vários aspectos da personalidade de Daniel: “o profeta místico”, “o estadista e conselheiro de reis”, etc.

4. O que é que os jovens podem aprender do caráter de Daniel, que os inspire a andar com Deus?

5. Pessoas ocupadas podem, não obstante, ser espirituais?

Grandes Temas da Vida de Daniel

Firmeza de coração – Daniel 1:8.

Soberania de Deus sobre as nossas vidas – Daniel 2:47; 4:37; 6:26.

Milagres na Vida de Daniel.

Daniel – Homem de oração.

Liberação Divina dos Fiéis de Deus.

A Presença de Deus na Tribulação – Daniel capítulo 3.

Humildade – Daniel 2:49.

Louvor e Adoração – Daniel 2:20-23.

Versículos para Decorar: Daniel 1:8; 2:44-45: 12:3.


Lição 06 - JOÃO MARCOS

Quem era João Marcos? João Marcos foi um jovem do Novo Testamento que fracassou miseravelmente na sua primeira oportunidade de servir a Cristo, porém, mais tarde, recuperou-se tornando-se um maravilhoso ministro da igreja primitiva, e autor de um dos Evangelhos. João Marcos era um cristão da segunda geração. A sua mãe era devota. Muitas vezes, contudo, as crianças podem ser criadas em um lar cristão e freqüentar a igreja, mas não ter, pessoalmente, uma experiência real. O primo de João Marcos, Barnabé, era um apóstolo; todavia, João Marcos desertou a companhia apostólica de Paula e Barnabé, quando as circunstâncias eram adversas. Mais tarde, João Marcos tornou-se o ministro do qual Paulo escreveu: ”me é útil para o ministério”. Sem dúvida, nenhuma derrota precisa ser final ou irrevogável.


Como era a vida na época de João Marcos? Ao lermos os Evangelhos e o livro de Atos, temos um quadro da vida no Império Romano durante o primeiro século da Igreja.


Que problemas semelhantes aos nossos João Marcos enfrentou? João Marcos enfrentou o que todos enfrentamos: a dificuldade interior de resolver os nossos próprios problemas, e não fugir deles. A juventude precisa enfrentar as responsabilidades da vida, bem como inúmeras cousas desagradáveis e difíceis.


Como foi que João Marcos resolveu os seus problemas? Da mesma forma como devemos resolver os nossos. Se fugirmos deles, precisaremos voltar e enfrentá-los. Algumas vezes é mais difícil enfrentá-los da segunda vez do que da primeira. Se buscarmos em oração a ajuda do Senhor, e se tivermos um amigo fiel como Barnabé ao nosso lado, conseguiremos resolvê-los.


A vida e as oportunidades de João Marcos foram maiores ou menores do que as nossas? João Marcos tinha uma vantagem sobre a maioria de nós outros. Ele pôde ouvir, de primeira mão, os apóstolos e profetas da época neotestamentária. Pôde conversas com os que haviam conhecido pessoalmente ao Senhor Jesus, e ouvido as Suas Palavras, ou haviam sido curados por Ele. Como resultado, João Marcos foi capaz de escrever a maravilhosa história de Cristo, no seu Evangelho.


Leitura Designada e Esboço da Vida de João Marcos

1. Sua família – Atos 12:12 – filho de Maria, cuja casa era ponto de reunião dos primeiros discípulos. Leia como foi a grande reunião de oração ali realizada em favor de Pedro (Atos 12:1-17). O Apóstolo Barnabé era seu primo (Colossenses 4:10).

2. Talvez ele fosse convertido com a pregação de Pedro – I Pedro 5:13. Este versículo mostra que ele era cooperador de Pedro.

3. Na primeira viagem missionária com Paula e Barnabé, João Marcos desertou e voltou para casa – Atos 13:1-3.

4. Paulo e Barnabé separaram-se na discussão a respeito do fracasso de João Marcos, na primeira viagem, e Barnabé tomou a João Marcos consigo, para ministrar em Chipre – Atos 15:36-51.

5. João Marcos saiu-se bem, e doze anos mais tarde estava cooperando com Paulo em Roma, sendo muito bem recomendado por este – Colossenses 4:10.

6. Mais cinco anos se passaram, e Paulo, esperando o martírio, pedia que João Marcos voltasse para Roma, a fim de ajudá-lo a ministrar; “pois me é útil para o ministério” – II Timóteo 4:11.

7. A tradição diz que João Marcos cooperou com Pedro como seu intérprete em grande parte do seu ministério – I Pe 5:13. Mais tarde, João Marcos escreveu o Evangelho de Marcos. Papias, “pai” (teólogo) da Igreja Primitiva, escreveu: “Marcos tendo-se tornado intérprete de Pedro, anotou cuidadosamente tudo o que lembrou, porém, não em ordem – das palavras e atos de Cristo. Pois ele nem ouviu pessoalmente o Senhor, nem fora Seu seguidor, contudo mais tarde uniu-se a Pedro, que adotava as suas instruções à necessidade na ocasião, mas não ensinava como se estivesse compondo uma narrativa ordenada dos oráculos, dessa forma, algumas cousas, como ele as recordava. Sim, pois tinha um objetivo em mente: nada omitir do que ouvira, e não fazer declarações falsas”.


Perguntas para Estudo e Discussão.

1. Você acha que Paulo estava certo ou Barnabé estava certo, na discussão a respeito de João Marcos?

2. Por que você acha que João Marcos desertou na primeira viagem missionária?

3. Você acha que os mais velhos muitas vezes esperam demasiado dos jovens, e tornam-se críticos quando estes não conseguem chegar ao nível da sua consagração e de seus ideais?

4. Você acha que os crentes mais velhos deviam esperar mais dos jovens?

5. Você preferiria viver nos tempos de João Marcos, ou hoje? Por quê?


Grandes Temas da Vida de João Marcos

Fracasso, e Segunda Oportunidade.

Vou ficar caído aqui e perder sangue mais um pouco, e depois levantar-me e lutar um pouco mais.

Nenhuma derrota precisa ser final; e nenhuma vitória nunca é a derradeira.


Versículos para Decorar: Marcos 16:15-20; II Timóteo 4: 11.


Lição 7 - T I M Ó T E O

Quem era Timóteo? As últimas palavras registradas do Apóstolo Paulo antes do seu martírio, foram escritas para um jovem chamado Timóteo, a quem ele chamava “meu amado filho”. O pai de Timóteo era grego, e a sua mãe, Eunice, judia (Atos 16:1; II Timóteo 1:5). Ele foi convertido a Cristo ainda moço, pelo ministério de Paulo. Na primeira viagem missionária, o Apóstolo Paulo foi apedrejado em Listra, cidade natal de Timóteo (Atos 14:19-20). Talvez Timóteo tivesse sido testemunha daquele fato. Na viagem seguinte, Paulo visitou Listra outra vez, e levou Timóteo consigo. Desta forma, começou o ministério de um jovem destinado a tornar-se um dos maiores ministérios apostólicos do primeiro século. Foi esse jovem que Paulo ansiou por ver em suas últimas horas. Ele mandou avisar para que ele viesse de Éfeso a Roma para estar com ele naquela hora final de martírio (II Timóteo 4:9). Não sabemos se Timóteo o fez em tempo de estar ao lado do seu pai espiritual, e encorajá-lo na hora da sua gloriosa partida. Nessa ocasião, Paulo disse: “Estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado... somente Lucas está comigo”. Espero que Timóteo tenha chegado em tempo para confortar e encorajar a Paulo, não é?

Como era a vida na época de Timóteo? A Igreja Cristã estava sofrendo perseguições, porém ministérios como Timóteo estavam enfrentando amargos sofrimentos para espalhar o Evangelho por todo o mundo, de maneira maravilhosa.

Timóteo suportou muita doença física e fraqueza, trabalhando como supervisor (bispo) dos pastores que eram, muitas vezes, homens sem cultura. Não havia templos durante os três primeiros séculos da História da Igreja. A pobreza e o sofrimento dos cristãos primitivos envergonharia a igreja moderna, pois esta se recusa a sacrificar-se por Cristo.

Que problemas semelhantes aos nossos Timóteo enfrentou? Timóteo não apenas sofreu como cristão, mas devemos lembrar-nos de que seu pai era grego e sua mãe judia. Bem cedo em sua vida ele conheceu a aspereza do preconceito. Fazer a vontade de Deus e andar corretamente em um ministério não é fácil em qualquer geração. Os problemas mudam de forma através dos séculos, mas o conflito é o mesmo.

Como Timóteo enfrentou os seus problemas? A grande fé de Timóteo na Palavra de Deus, e a sua intimidade com os grandes ministérios apostólicos, foram provavelmente a influência estabilizadoras em sua vida. Nós também devemos apegar-nos e crer nas Suas promessas. Nós também devemos apegar-nos aos ministérios fortes que Deus levanta para nos fortalecer.

A vida e as oportunidades de Timóteo foram maiores ou menores do que as nossas? Em certo sentido, as oportunidades hoje são semelhantes às daquela época. Timóteo fez parte do primeiro estabelecimento da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Nós estamos na época da restauração da Igreja. Os problemas de ordem eclesiástica são quase os mesmos. A influência de profecia e o ministério através dos dons do Espírito são, hoje, em uma igreja neotestamentário, quase iguais aos daquela época.

Leitura designada: I e II Timóteo; Atos, capítulos 16 e 20.


Esboço da Vida de Timóteo

1. Seu Pai era grego e incrédulo, mas sua mãe Eunice e avó Lóide, eram crentes – Atos 16:1; II Timóteo 1:5, e elas instalaram em Timóteo um maravilhoso conhecimento e fé nas Escrituras - II Timóteo 1:5; 3:14-16.

2. Ele foi convertido a Cristo através do ministério do Apóstolo Paulo - Timóteo 1:2, e recebeu um grande dom espiritual através da imposição das mãos de Paulo sobre ele - II Timóteo 1:6. Recebeu também um dom de Deus quando os presbíteros profetizaram e impuseram as mãos sobre ele – I Timóteo 4:14.

3. Talvez tenham sido exatamente essas profecias – I Timóteo 1:18 – que consagraram Timóteo para acompanhar Paulo na Segunda Viagem Missionária – Atos 16:1-3 – no ano 51 d.C.. Timóteo foi a Troas, Filipos, Tessalônica e Beréia. Demorou-se com Silas em Beréia (talvez porque o povo ali amava tanto a Palavra), até que Paulo mandou que eles fossem logo para Atenas – Atos 17:14-15. Paulo mandou-o de volta para ministrar em Tessalônica – I Tessalonicense 3:6.

4. Timóteo ajudou Paulo a escrever I e II Tessalonicenses (I Tessalonicenses 1:1 e II Tessalonicenses 1:1) e, mais tarde, ajudou-o a escrever II Coríntios (II Coríntios 1:1, 19).

5. Ele foi dirigido e enviado a tarefas ministeriais específicas, por Paulo. Foi a Corinto – I Coríntios 4:17; 16:10. Paulo fala da sua intenção de mais tarde mandar Timóteo outra vez para Filipos – Filipenses 2:19-24.

6. Ele viajou com Paulo para Jerusalém – Atos 20:4 – e ficou ali com ele – Filipenses 1:1; 2:19-22; Colossenses 1:1; Filemon1- estava com ele durante o seu julgamento.

7. Ele possivelmente foi preso com Paulo. Hebreus 13:23 menciona que Timóteo fora solto.

8. Timóteo voltou a Éfeso, para onde Paulo lhe escreveu as duas cartas, recomendando-lhe que voltasse a Roma para estar com ele – II Timóteo 4:9. Será que ele as recebeu em tempo de estar com Paulo na hora de seu martírio?

9. Depois da morte de Paulo, a igreja efésia ficou sob a supervisão de Timóteo, até que ele também seguiu a Paulo no martírio, no reinado de Nerva ou Domício.

Perguntas para Estudo e Discussão

1. O que mais o impressionou na vida de Timóteo?

2. Discuta os problemas e dificuldades que Timóteo enfrentou.

3. Qual era o maior segredo da fé do jovem Timóteo em Deus?

4. O que é que os jovens mais precisam: companheiros espirituais, ou pais espirituais?

Grandes Temas da Vida de Timóteo

Seja Um Bom Soldado – II Timóteo 2:1-4.

Profecia Pessoal e Imposição de Mãos – na vida de Timóteo.

Pais Espirituais e Filhos Espirituais.

O Valor do Treinamento nas Escrituras, Desde os Mais Tenros Anos.



TIRADO DO SITE: www.oapocalipse.com/home/estudos_jovens.html

quinta-feira, 8 de julho de 2010

DEUS CAPACITA OS ESCOLHIDOS

DEUS CAPACITA OS ESCOLHIDOS
Conta certa lenda,
que estavam duas crianças
patinando num lago congelado.
Era uma tarde nublada
e fria e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo se quebrou
e uma delas caiu,
ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso
e se congelando, tirou um dos patins
e começou a golpear o gelo com todas
as suas forças, conseguindo por fim
quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram
e viram o que havia acontecido,
perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso?
É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo,
sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local,
comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor,
para lhe dizer que não seria capaz..




"Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados,


CAPACITA OS ESCOLHIDOS.
Fazer ou não fazer algo só depende
de nossa vontade e perseverança


Mt 22:14 - Porque muitos são chamados.
Mas poucos os escolhidos.

Confie...

As coisas acontecem na hora certa.
Exatamente quando devem acontecer!
Momentos felizes, louve a Deus.
Momentos difíceis, busque a Deus.
Momentos silenciosos, adore a Deus.
Momentos dolorosos, confie em Deus.
Cada momento, agradeça a Deus.

domingo, 8 de agosto de 2010

Revista Época: A nova reforma Protestante

Inspirado no cristianismo primitivo e conectado à internet, um grupo crescente de religiosos critica a corrupção neopentecostal e tenta recriar o protestantismo à brasileira.


 Rani Rosique não é apóstolo, bispo, presbítero nem pastor. É apenas um cirurgião geral de 49 anos em Ariquemes, cidade de 80 mil habitantes do interior de Rondônia. No alpendre da casa de uma amiga professora, ele se prepara para falar. Cercado por conhecidos, vizinhos e parentes da anfitriã, por 15 minutos Rosique conversa sobre o salmo primeiro (“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios”). Depois, o grupo de umas 15 pessoas ora pela última vez – como já havia orado e cantado por cerca de meia hora antes – e então parte para o tradicional chá com bolachas, regado a conversa animada e íntima.





Desde que se converteu ao cristianismo evangélico, durante uma aula de inglês em Goiânia em 1969, Rosique pratica sua fé assim, em pequenos grupos de oração, comunhão e estudo da Bíblia. Com o passar do tempo, esses grupos cresceram e se multiplicaram. Hoje, são 262 espalhados por Ariquemes, reunindo cerca de 2.500 pessoas, organizadas por 11 “supervisores”, Rosique entre eles. São professores, médicos, enfermeiros, pecuaristas, nutricionistas, com uma única característica comum: são crentes mais experientes.


Apesar de jamais ter participado de uma igreja nos moldes tradicionais, Rosique é hoje uma referência entre líderes religiosos de todo o Brasil, mesmo os mais tradicionais. Recebe convites para falar sobre sua visão descomplicada de comunidade cristã, vindos de igrejas que há 20 anos não lhe responderiam um telefonema. Ele pode ser visto como um “símbolo” do período de transição que a igreja evangélica brasileira atravessa. Um tempo em que ritos, doutrinas, tradições, dogmas, jargões e hierarquias estão sob profundo processo de revisão, apontando para uma relação com o Divino muito diferente daquela divulgada nos horários pagos da TV.


Estima-se que haja cerca de 46 milhões de evangélicos no Brasil. Seu crescimento foi seis vezes maior do que a população total desde 1960, quando havia menos de 3 milhões de fiéis espalhados principalmente entre as igrejas conhecidas como históricas (batistas, luteranos, presbiterianos e metodistas). Na década de 1960, a hegemonia passou para as mãos dos pentecostais, que davam ênfase em curas e milagres nos cultos de igrejas como Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil e O Brasil Para Cristo. A grande explosão numérica evangélica deu-se na década de 1980, com o surgimento das denominações neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Renascer. Elas tiraram do pentecostalismo a rigidez de costumes e a ele adicionaram a “teologia da prosperidade” (leia o quadro abaixo). Há quem aposte que até 2020 metade dos brasileiros professará à fé evangélica.


Dentro do próprio meio, levantam-se vozes críticas a esse crescimento. Segundo elas, esse modelo de igreja, que prospera em meio a acusações de evasão de divisas, tráfico de armas e formação de quadrilha, tem sido mais influenciado pela sociedade de consumo que pelos ensinamentos da Bíblia. “O movimento evangélico está visceralmente em colapso”, afirma o pastor Ricardo Gondim, da igreja Betesda, autor de livros como Eu creio, mas tenho dúvidas: a graça de Deus e nossas frágeis certezas (Editora Ultimato). “Estamos vivendo um momento de mudança de paradigmas. Ainda não temos as respostas, mas as inquietações estão postas, talvez para ser respondidas somente no futuro.”


Nos Estados Unidos, a reinvenção da igreja evangélica está em curso há tempos. A igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser “uma igreja para quem não gosta de igreja” desde o início dos anos 1970. Em São Paulo, 20 anos depois, o pastor Ed René Kivitz adotou o lema para sua Igreja Batista, no bairro da Água Branca – e a ele adicionou o complemento “e uma igreja para pessoas de quem a igreja não costuma gostar”. Kivitz é atualmente um dos mais discutidos pensadores do movimento protestante no Brasil e um dos principais críticos da“religiosidade institucionalizada”. Durante seu pronunciamento num evento para líderes religiosos no final de 2009, Kivitz afirmou: “Esta igreja que está na mídia está morrendo pela boca, então que morra. Meu compromisso é com a multidão agonizante, e não com esta igreja evangélica brasileira.”


Essa espécie de “nova reforma protestante” não é um movimento coordenado ou orquestrado por alguma liderança central. Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada. “As instituições estão todas sub judice”, diz o teólogo Ricardo Quadros Gouveia, professor da Universidade Mackenzie de São Paulo e pastor da Igreja Presbiteriana do Bairro do Limão. “Ninguém tem dúvida de que espiritualidade é uma coisa boa ou que educação é uma coisa boa, mas as instituições que as representam estão sob suspeita.”


Uma das saídas propostas por esses pensadores é despir tanto quanto possível os ensinamentos cristãos de todo aparato institucional. Segundo eles, a igreja protestante (ao menos sua face mais espalhafatosa e conhecida) chegou ao novo milênio tão encharcada de dogmas, tradicionalismos, corrupção e misticismo quanto a Igreja Católica que Martinho Lutero tentou reformar no século XVI. “Acabamos nos perdendo no linguajar ‘evangeliquês’, no moralismo, no formalismo, e deixamos de oferecer respostas para nossa sociedade”, afirma o pastor Miguel Uchôa, da Paróquia Anglicana Espírito Santo, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife. “É difícil para qualquer pessoa esclarecida conviver com tanto formalismo e tão pouco conteúdo.”


Uchôa lidera a maior comunidade anglicana da América Latina. Seu trabalho é reconhecido por toda a cúpula da denominação como um dos mais dinâmicos do país. Ele é um dos grandes entusiastas do movimento inglês Fresh Expressions, cujo mote é “uma igreja mutante para um mundo mutante”. Seu trabalho é orientar grupos cristãos que se reúnem em cafés, museus, praias ou pistas de skate. De maneira genérica, esses grupos são chamados de “igreja emergente” desde o final da década de 1990. “O importante não é a forma”, afirma Uchôa. “É buscar a essência da espiritualidade cristã, que acabou diluída ao longo dos anos, porque as formas e hierarquias passaram a ser usadas para manipular pessoas. É contra isso que estamos nos levantando.”


No meio dessa busca pela essência da fé cristã, muitas das práticas e discursos que eram característica dos evangélicos começaram a ser considerados dispensáveis. Às vezes, até condenáveis. Em Campinas, no interior de São Paulo, ocorre uma das experiências mais interessantes de recriação de estruturas entre as denominações históricas. A Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera não tem um templo. Seus frequentadores se reúnem em dois salões anexos a grandes condomínios da cidade e em casas ao longo da semana. Aboliram a entrega de dízimos e as ofertas da liturgia. Os interessados em contribuir devem procurar a secretaria e fazê-lo por depósito bancário – e esperar em casa um relatório de gastos. Os sermões são chamados, apropriadamente, de “palestras” e são ministrados com recursos multimídias por um palestrante sentado em um banquinho atrás de um MacBook. A meditação bíblica dominical é comumente ilustrada por uma crônica de Luis Fernando Verissimo ou uma música de Chico Buarque de Hollanda.


“Os seminários teológicos formam ministros para um Brasil rural em que os trabalhos são de carteira assinada, as famílias são papai, mamãe, filhinhos e os pastores são pessoas respeitadas”, diz Ricardo Agreste (foto ao lado), pastor da Comunidade e autor dos livros Igreja? Tô fora e A jornada (ambos lançados pela Editora Socep). “O risco disso é passar a vida oferecendo respostas a perguntas que ninguém mais nos faz. Há muita gente séria, claro, dizendo verdades bíblicas, mas presas a um formato ultrapassado.”


Outro ponto em comum entre esses questionadores é o rompimento declarado com a face mais visível dos protestantes brasileiros: os neopentecostais. “É lisonjeador saber que atraímos gente com formação universitária e que nos consideram ‘pensadores’”, afirma Ricardo Agreste. “O grande problema dos evangélicos brasileiros não é de inteligência, é de ética e honestidade.” Segundo ele, a velha discussão doutrinária foi substituída por outra. “Não é mais uma questão de pensar de formas diferentes a espiritualidade cristã”, diz. “Trata-se de entender que há gente usando vocabulário e elementos de prática cristã para ganhar dinheiro e manipular pessoas.”


Esse rompimento da cordialidade entre os evangélicos históricos e os neopentecostais veio a público na forma de livros e artigos. A jornalista (evangélica) Marília Camargo César publicou no final de 2008 o livro Feridos em nome de Deus (Editora Mundo Cristão), sobre fiéis decepcionados com a religião por causa de abusos de pastores. O teólogo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicou O que estão fazendo com a Igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro (Mundo Cristão), retrato desolador de uma geração cindida entre o liberalismo teológico, os truques de marketing, o culto à personalidade e o esquerdismo político. Em um recente artigo, o presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas, João Flavio Martinez, definiu como “macumba para evangélico” as práticas místicas da Igreja Universal do Reino de Deus, como banho de descarrego e sabonete com extrato de arruda.


Tais críticas, até pouco tempo atrás, ficavam restritas aos bastidores teológicos e às discussões internas nas igrejas. Livros mais antigos – como Supercrentes, Evangélicos em crise, Como ser cristão sem ser religioso e O evangelho maltrapilho (todos da editora Mundo Cristão) – eram experiências isoladas, às vezes recebidos pelos fiéis como desagregadores. “Parece que a sociedade se fartou de tanto escândalo e passou a dar ouvidos a quem já levantava essas questões há tempos”, diz Mark Carpenter, diretor-geral da Mundo Cristão.


Procurado por ÉPOCA, Geraldo Tenuta, o Bispo Gê, presidente nacional da Igreja Renascer em Cristo, preferiu não entrar em discussões. “Jesus nos ensinou a não irmos contra aqueles que pregam o evangelho, a despeito de suas atitudes”, diz ele. “Desde o início, éramos acusados disto ou daquilo, primeiro porque admitíamos rock no altar, depois porque não tínhamos usos e costumes. Isso não nos preocupa. O que não é de Deus vai desaparecer, e não será por obra dos julgamentos.” A Igreja Universal do Reino de Deus – que, na terceira semana de julho, anunciou a construção de uma “réplica do Templo de Salomão” em São Paulo, com “pedras trazidas de Israel” e “maior do que a Catedral da Sé” – também foi procurada por ÉPOCA para comentar os movimentos emergentes e as críticas dirigidas à igreja. Por meio de sua assessoria, o bispo Edir Macedo enviou um e-mail com as palavras: “Sem resposta”.


O sociólogo Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Editora Loyola), oferece uma explicação pragmática para a ruptura proposta pelo novo discurso evangélico. Ateu, ele afirma que o objetivo é a busca por uma certa elite intelectual, um público mais bem informado, universitário, mais culto que os telespectadores que enchem as igrejas populares. “Vivemos uma época em que o paciente pesquisa na internet antes de ir ao consultório e é capaz de discutir com o médico, questionar o professor”, diz. “Num ambiente assim, não tem como o pastor proibir nada. Ele joga para a consciência do fiel.”


A maior parte da movimentação crítica no meio evangélico acontece nas grandes cidades. O próprio pastor Kivitz afirma que “talvez não agisse da mesma forma se estivesse servindo alguma comunidade em um rincão do interior” e que o diálogo livre entre púlpito e auditório passa, necessariamente, por uma identificação cultural. “As pessoas não querem dogmas, elas querem honestidade”, diz ele. “As dúvidas delas são as minhas dúvidas. Minha postura é, juntos, buscarmos respostas satisfatórias a nossas inquietações.”


Por isso mesmo, Ricardo Mariano não vê comparação entre o apelo das novas igrejas protestantes e das neopentecostais. “O destino desses líderes será ‘pescar no aquário’, atraindo insatisfeitos vindos de outras igrejas, ou continuar falando para meia dúzia de pessoas”, diz ele. De acordo com o presbiteriano Ricardo Gouveia, “não há, ou não deveria haver, preocupação mercadológica” entre as igrejas históricas. “Não se trata de um produto a oferecer, que precise ocupar espaço no mercado”, diz ele. “Nossa preocupação é simplesmente anunciar o evangelho, e não tentar ‘melhorá-lo’ ou torná-lo mais interessante ou vendável.”


O advento da internet foi fundamental para pastores, seminaristas, músicos, líderes religiosos e leigos decidirem criar seus próprios sites, portais, comunidades e blogs. Um vídeo transmitido pela Igreja Universal em Portugal divulgando o Contrato da fé – um “documento”, “autenticado” pelos pastores, prometendo ao fiel a possibilidade de se “associar com Deus e ter de Deus os benefícios” – propagou-se pela rede, angariando toda sorte de comentários. Outro vídeo, em que o pregador americano Moris Cerullo, no programa do pastor Silas Malafaia, prometia uma “unção financeira dos últimos dias” em troca de quem “semear” um “compromisso” de R$ 900 também bombou na rede. Uma cópia da sentença do juiz federal Fausto De Sanctis (lembre AQUI) condenando os líderes da Renascer Estevam e Sônia Hernandes por evasão de divisas circulou no final de 2009. De Sanctis afirmava que o casal “não se lastreia na preservação de valores de ética ou correção, apesar de professarem o evangelho”. “Vergonha alheia em doses quase insuportáveis” foi o comentário mais ameno entre os internautas.


Sites como Pavablog, Veshame Gospel, Irmãos.com, Púlpito Cristão, Caiofabio.net ou Cristianismo Criativo fazem circular vídeos, palestras e sermões e debatem doutrinas e notícias com alto nível de ousadia e autocrítica. De um grupo de blogueiros paulistanos, surgiu a ideia da Marcha pela ética, um protesto que ocorre há dois anos dentro da Marcha para Jesus (evento organizado pela Renascer). Vestidos de preto, jovens carregam faixas com textos bíblicos e frases como “O $how tem que parar” e “Jesus não está aqui, ele está nas favelas”.


A maior parte desses blogueiros trafega entre assuntos tão diversos como teologia, política, televisão, cinema e música popular. O trânsito entre o “secular” e o “sagrado” é uma das características mais fortes desses novos evangélicos. “A espiritualidade cristã sempre teve a missão de resgatar a pessoa e fazê-la interagir e transformar a sociedade”, diz Ricardo Agreste. “Rompemos o ostracismo da igreja histórica tradicional, entramos em diálogo com a cultura e com os ícones e pensamento dessa cultura e estamos refletindo sobre tudo isso.”


Em São Paulo, o capelão Valter Ravara criou o Instituto Gênesis 1.28, uma organização que ministra cursos de conscientização ambiental em igrejas, escolas e centros comunitários. “É a proposta de Jesus, materializar o amor ao próximo no dia a dia”, afirma Ravara. “O homem sem Deus joga papel no chão? O cristão não deve jogar.” Ravara publicou em 2008 a Bíblia verde, com laminação biodegradável, papel de reflorestamento e encarte com textos sobre sustentabilidade.




A então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, escreveu o prefácio da Bíblia verde. Sua candidatura à Presidência da República angariou simpatia de blogueiros e tuiteiros, mas não o apoio formal da Assembleia de Deus, denominação a que ela pertence. A separação entre política e religião pregada por Marina é vista como um marco da nova inserção social evangélica. O vereador paulistano e evangélico Carlos Bezerra Jr. afirma que o dever do político cristão é “expressar o Reino de Deus” dentro da política. “É o oposto do que fazem as bancadas evangélicas no Congresso, que existem para conseguir facilidades para sua denominação e sustentar impérios eclesiásticos”, diz ele.


O raciocínio antissectário se espalhou para a música. Nomes como Palavrantiga, Crombie, Tanlan, Eduardo Mano, Helvio Sodré e Lucas Souza se definem apenas como “música feita por cristãos”, não mais como “gospel”. Eles rompem os limites entre os mercados evangélico e pop. O antissectarismo torna os evangélicos mais sensíveis a ações sociais, das parcerias com ONGs até uma comunidade funcionando em plena Cracolândia, no centro de São Paulo. “No fundo, nossa proposta é a mesma dos reformadores”, diz o presbiteriano Ricardo Gouveia. “É perceber o cristianismo como algo feito para viver na vida cotidiana, no nosso trabalho, na nossa cidadania, no nosso comportamento ético, e não dentro das quatro paredes de um templo.”


A teologia chama de “cristocêntrico” o movimento empreendido por esses crentes que tentam tirar o cristianismo das mãos da estrutura da igreja – visão conhecida como “eclesiocêntrica” – e devolvê-lo para a imaterialidade das coisas do espírito. É uma versão brasileiramente mais modesta do que a Igreja Católica viveu nos tempos da Reforma Protestante. Desta vez, porém, dirigida para a própria igreja protestante. Depois de tantos desvios, vozes internas levantaram-se para propor uma nova forma de enxergar o mundo. E, como efeito, de ser enxergadas por ele. Nas palavras do pastor Kivitz: “Marx e Freud nos convenceram de que, se alguém tem fé, só pode ser um estúpido infantil que espera que um Papai do Céu possa lhe suprir as carências. Mas hoje gostaríamos de dizer que o cristianismo tem, sim, espaço para contribuir com a construção de uma alternativa para a civilização que está aí. Uma sociedade que todo mundo espera, não apenas aqueles que buscam uma experiência religiosa”.


Fonte: Revista Época

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

NOTICIAS DO DIA 04/08/2010

Morre Lilian Ferrão, vocalista do grupo Voz da Verdade

Lilian Paolilo Ferrão, vocalista da banda Voz da Verdade, filha da Célia, tecladista, tinha uma doença incurável


Lilian Paolilo Ferrão, vocalista da banda Voz da Verdade, filha da Célia, tecladista, tinha uma doença incurável que vai matando aos poucos, atrofia os nervos, músculos, com dores insuportáveis.


A única saída seria um transplante de fígado, que ocorreu no dia 27 de julho, no centro cirúrgico do Hospital Albert Eistein. Infelizmente, na hora em que transplantaram o fígado, ele não respondeu adequadamente e o quadro foi se agravando. Os médicos optaram por um retransplante, mas um fígado bom demorou para chegar.

Lilian deixou dois filhos: Andrey e Dhara e uma enorme saudade.

Na madrugada da quarta-feira, dia 4 de agosto, o quadro piorou e ela teve que se submeter a uma cirurgia de emergência para retirada do fígado, enquanto aguardava órgão que estava a caminho. No momento da cirurgia chegou um fígado mas a nossa querida Lilian teve uma parada cardíaca e os médicos não conseguiram reverter a situação.

Deus acolheu esta rosa para o seu jardim. Célia e seu marido Edson, juntamente com os irmãos que acompanharam de perto o caso estão sofrendo demais. Não esperávamos este fim, oramos, clamamos ao Senhor, mas Deus quis assim.

Agradecemos as orações de todos os irmãos em Cristo e pedimos, encarecidamente, que continuem orando pela Célia, Edson, irmã Isa e familiares, que eram muito apegados a Lilian.

Deus sabe todas as coisas. Muitas vezes não entendemos, mas se a Lilian não tentasse, ela ia sofrer muito, pois esta doença é degenerativa e progressiva.

Estamos consternados e em estado de choque. (Suely Moisés)




Fonte: gospelminas.com
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Pastor Manoel Ferreira da Assembléia de Deus vai pedir votos para candidata que é favorável ao CASAMENTO GAY e ao ABORTO

Manoel Ferreira faz acordo com Dilma para pedir votos a crentes

Para ser o coordenador da campanha de Dilma Rousseff junto aos evangélicos, o pastor Manoel Ferreira, presidente do Conselho Nacional de Pastores do Brasil, fez exigências que devem causar algum rebuliço entre os militantes históricos do PT. Da conversa que teve há duas semanas com Dilma, Ferreira saiu com uma promessa: se vencer a eleição, ela não tomará iniciativas que afetem temas caros aos evangélicos, como legalização do aborto, regulamentação da prostituição, retirada de símbolos religiosos de locais públicos e a união estável entre homossexuais. Dilma aceitou a proposta do pastor para que esses temas só sejam discutidos no Congresso por iniciativa dos próprios parlamentares, nunca do Executivo. Satisfeito, o pastor prometeu abrir caminho para Dilma transitar com desenvoltura entre os 25% de eleitores evangélicos.


Fonte: Creio
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terça-feira, 27 de julho de 2010

40º UMADEV - VALINHOS REALMENTE TREMEU

















sexta-feira, 9 de julho de 2010

7 Grandes Jovens da Bíblia

7 Grandes Jovens da Bíblia


1º - José , 2º - Samuel, 3º - Davi, 4º - Ester, 5º - Daniel, 6º - João e 7º- Timoteo

Apresentação


Apresentamos-lhe este manual de estudos bíblicos esboçados, para a juventude. Os problemas e as circunstâncias que os jovens enfrentam hoje em dia são, em muitos aspectos, sem paralelo em toda a história humana. Contudo, não precisamos pensar que esta geração é peculiar nos problemas e dificuldades que enfrenta para viver de maneira pura e interrupta para Deus. Na verdade, jovens de todas as gerações têm enfrentado os mesmos problemas básicos que enfrentamos hoje, para viver para Deus.



A ciência criou grandes modificações em nossa forma e padrão de vida, com suas muitas invenções, mas os problemas básicos que a mocidade enfrenta são freqüentemente os mesmos hoje como em séculos atrás, nos dias bíblicos.



Estudos simples, do caráter de sete jovens da Bíblia, servirão para ilustrar como aqueles moços e moças enfrentaram e resolveram os mesmos problemas que nossa mocidade enfrenta hoje. Estes estudos mostrarão também como eles enfrentaram aqueles problemas com a fé em Deus e coragem para viver por aquela fé. Se estas lições puderem desafiar os jovens de hoje a resolverem os seus problemas, com a mesma fé e coragem que estes grandes jovens da Bíblia usaram para resolver os seus, este manual cumpriu o seu objetivo.



Estas Lições devem ser usadas em reuniões da Rede de Jovens. Os estudos de personalidade não são exaustivo, completos, e muitas vezes tratam só da juventude destes vultos bíblicos, tocando apenas brevemente em seus anos de maturidade. A razão é óbvia: este manual é um estudo dos seus problemas e lutas nos verdes anos da sua mocidade.



Passo a sugerir duas maneiras básicas de estudar este primeiro manual. Primeiro, cada lição pode ser estudada por todos os jovens durante a semana, que preceder a reunião ou a aula, e então um líder pode dirigir os jovens na discussão, para que cada um possa contribuir com as verdades que mais os inspiraram na lição. São incluídos em cada lição tópicos para a discussão e perguntas.



A Segunda maneira de estudar uma lição é encorajar todos os jovens a estudar a lição na semana precedente, e então escalar um ou dois jovens para proferirem “sermonetes” que tenham desenvolvido de alguma verdade aprendida na lição. Se o tempo permitir, ambas as maneiras podem ser usadas; primeiro os “sermonetes”, e depois os tópicos para discussão e as perguntas.



As lições são curtas; os sumários e as perguntas têm o objetivo de promover o estudo individual e a participação de todos os jovens do grupo. De fato, o padrão neotestamentário para as reuniões dos crentes está subentendido nestas lições. Elas foram preparadas para encorajar a participação ungida de todos. No Corpo de Cristo, cada membro deve ser um participante, e não espectador passivo.



Se os líderes dos grupos que forem usar este manual recapitularem cuidadosamente os pensamentos apresentados neste prefácio, antes de procurar usar as lições em reuniões especiais, as aulas serão mais eficientes nas vidas dos seus jovens.


Lição 1 - J O S É


Quem era José? O livro de Gênesis devota quase trinta por cento dos seus capítulos à vida de José, filho de Jacó. A sua vida foi incomum, pois ele foi vendido para a escravidão no Egito quando tinha dezessete anos, e naquele país ele passou os treze anos seguintes como escravo e na prisão. Tinha apenas trinta anos de idade quando tornou-se governador da maior civilização daquela época. Ali, em terra estranha, casou-se com mulher estrangeira, e viveu e reinou no Egito durante oitenta anos.


José era o filho favorito de Raquel, esposa favorita de Jacó. Este lhe deu uma capa de muitas cores, que indicava para os outros irmãos que Jacó pretendia dar-lhe a primogenitura. Hoje em dia diríamos: “Ele nasceu com uma colher de ouro na boca”.


Teria riquezas que haveria de herdar, posição e benção; contudo, não foi este o plano de Deus para a sua vida. Leia como Deus permitiu que todas estas cousas ruíssem por terra, e grande humilhação se abatesse sobre ele durante trinta anos, enquanto preparava-o para cousas maiores.


Como era a vida na época de José? Jacó e seus filhos eram pastores ou vaqueiros. Cuidavam de seus rebanhos, criavam suas famílias, e geralmente procuravam servir a Deus. Com a idade de dezessete anos, José foi introduzido ao Egito, que era culturalmente muito mais desenvolvido que Canaã. Sabe-se que toda a arte e ciência da Grécia foram copiadas do Egito. Todavia, a liberdade e os direitos humanos estavam no mais baixo nível. A vida humana tinha pouco valor. A escravidão florescia com todo o vigor.


Que problemas semelhantes aos nossos José enfrentou? José não foi compreendido pela sua família, era invejado e odiado por seus irmãos. A sua juventude não podia ser suave, em tais circunstâncias. Não lhe foi fácil ser repentinamente degradado da posição de filho mimado de Jacó, para ser escravo na casa de Potifar, no Egito. Ele foi colocado em posição dificílima. Foi sujeito à tentação da esposa do seu senhor.


Hoje em dia, parece que essa tentação é muito pouco diferente. Quando ele foi elevado repentinamente da prisão para o trono, enfrentou a tentação do orgulho e da arrogância, que uma prosperidade assim, súbita, propicia. Mais tarde, ele teve todas as oportunidades de vingar-se dos seus irmãos por causa da traição que eles lhe haviam feito, quando menino. Todas estas tentações e problemas têm derrotado muitos homens, e ainda estão fazendo com que muitos não cumpram a vontade de Deus para as suas vidas, hoje em dia.


Como foi que José resolveu os seus problemas? José tinha fé e dependência básica de Deus (Gênesis 39:4-8; 50:19, 20), que o mantiveram fiel em meio a todas estas circunstâncias e problemas. Quando você lê acerca do perdão que ele concedeu aos seus irmãos, da sua fidelidade em face à adversidade, lembre-se de que foi a sua fé robusta em Deus que fez dele um homem fiel.


A vida e as oportunidades de José foram maiores ou menores do que as nossas? A vida era mais simples naquela época do que agora, mas era mais primitiva e incerta em outros sentidos. São as épocas e circunstâncias que colocam diante de nós grandes oportunidades, pois é Deus que nos dá a oportunidade de realizar grandes feitos em nossas vidas? No caso de José, Deus o ajudou e lhe deu o lugar. Para nós também, Deus é o único que exalta o humilde coração que confia, e abate o orgulhoso e ímpio. Hoje em dia, temos uma oportunidade ainda maior que José, para andar com Deus, pois Ele está derramando do Seu Espírito mais amplamente, nestes dias.

Leitura designada: Gênesis, capítulos 37 a 50.

Esboço da Vida de José

1. Seus pais - Gênesis29:31; 30:1, 22-24.

2. Suas primeiras relações familiares, suas revelações e sonhos – Gênesis37:1- 22.

3. Vendido como escravo – Gênesis37:23-36.

4. Escravatura e prisão – Gênesis39 e 40.

5. Libertado e exaltado – Gênesis41.

6. Perdão semelhante ao de Cristo - Gênesis42 a 50.

7. Os seus ossos levados para Canaã quatrocentos anos mais tarde – Gênesis50:24-26; Êxodo 13:19.

Perguntas para Estudo e Discussão

1. Em Gênesis capítulo 37, note os problemas que a parcialidade paterna suscita em uma família. Se um pai (ou mãe) é parcial em benefício de um dos filhos, que problemas isto suscita?

2. Descreva como José tornou o mal com o bem.

3. A família de José o compreendia quando ele era menino e recebia sonhos de Deus? Como podemos entender melhor os membros de nossa família?

4. Que fez José quando tentado a pecar, pela esposa de seu senhor? Há ocasiões em que fugir é melhor do que lutar?

5. Você acha que Deus preparou tempos difíceis na mocidade de José, afim de prepará-lo para as grandes bênçãos do futuro?

6. Se José não tivesse sido vendido para o Egito, mas se lhe fosse permitido continuar como filho mimado e favorito de Jacó, é possível que a predileção de Jacó tivesse destruído o seu caráter de maneira mais eficiente do que as adversidades que ele enfrentou?


Grandes Temas da Vida de José

Pagar o mal com o bem.

Como enfrentar da Tentação.

O valor das Dificuldades.

Versículos para decorar: Gênesis 39:4,5,7,8,; 50: 19-20; 50: 24-26, Êxodo 13:19.-


Lição 02 - S A M U E L

Quem era Samuel? Mais de mil anos antes do nascimento de Cristo, um jovem cresceu como auxiliar de idoso sacerdote, no Tabernáculo de Israel. Embora a vida no Tabernáculo fosse tão corrupta quanto em todo o resto da nação, aquele jovem, Samuel, aprendeu a conhecer a voz de Deus na sua mocidade, e andou irrepreensivelmente em toda a sua vida, a ponto de chegar a ser um pioneiro espiritual. Ele fundou a linhagem de profetas que iriam tornar-se a única voz verdadeira de Deus para a nação, na perspectiva dos séculos futuros. A corrupção moral que ele testemunhou até na casa de Deus, jamais maculou a sua vida. A maior parte da vida ele serviu tanto como sacerdote quanto juiz. Foi o último dos grandes juizes.


Chamavam-no juiz itinerante, pois ele fazia um circuito em Betel, Gilgal, Mizpá e Ramá, administrando justiça. Ele preencheu um cargo político na maior parte da vida, sem uma única mancha em sua carreira. Sob sua direção como vidente, ou profeta, formou-se a monarquia, e ele ungiu os primeiros dois reis de Israel, Saul e Davi.


Como era a vida na época de Samuel? As escrituras registraram que na época dos Juízes “cada um fazia o que achava mais reto”. Ocasionalmente, subvertida a opressão causada por uma nação vizinha, e levava o povo de volta à adoração do Senhor. Geralmente, durante esses períodos, prevaleciam anarquia, iniqüidade e imoralidade de toda espécie. Eram períodos violentos de transição em toda a nação.


Condições que produziam facilmente os homens mais malignos. Porém, dessa era confusa e degenerada, emergiu Samuel, homem íntegro, que andou diante do Senhor como Seu profeta, durante toda a sua vida.


Que problemas semelhantes aos nossos Samuel enfrentou? Os tempos eram perigosos por causa de freqüentes guerras. Naquela época, como hoje, a ameaça de guerra era como nuvem negra que estava sempre suspensa sobre a nação civilização, como nos tempos de Samuel. A tendência de se conformar com o curso dos eventos afetou até os sacerdotes. Naquela época, como agora, era difícil recusar-se a se conformar e “seguir a multidão em fazer o mal.”


Como foi que Samuel resolveu os seus problemas? Samuel significa “Pedido a Deus”, pois a sua mãe Ana era estéril quando pedira um filho a Deus. Com uma mãe que orava, Samuel parecia destinado a ser um homem de oração durante toda a sua vida. Quando os filhos de Eli eram imorais e cobiçosos no Tabernáculo, Samuel estava aprendendo a voz de Deus, e continuou a ser um homem poderoso em oração durante todos os seus anos. Veja I Samuel capítulos 7, 8 e 12:14-23. Embora ele tivesse nascido para o sacerdócio e fosse de família levítica (I Crônicas 6:33-38). É conhecido melhor como o “profeta de oração”. Todos os problemas, então como agora, têm solução diante do trono de Deus.


A vida e as oportunidades de Samuel foram maiores ou menores do que as nossas? O que é que você acha? É difícil responder com segurança. Samuel viveu como jovem em tempos quando a palavra do Senhor era rara (I Samuel 3:1). A vida naquela época não corria no ritmo de hoje em dia, pois Canaã ainda era uma nação agrícola e pastoril. Se as suas oportunidades de cultura eram menores do que as nossas, ele deve ser recomendado por tê-las aproveitado para aprender dos rolos antigos, e ter-se tornado um juiz tão fiel. As comunicações e os transportes daquela época e de hoje, são dois mundos diferentes, mas lembre-se de que as cidades da época de Samuel (Silo, Betel, Ramá, Jerusalém, Gibea), estavam a uma distância média de apenas oito a dez quilômetros uma da outra. O seu mundo era menor.


Leitura designada: Samuel 1 a 16; 19:18-24: 25:1; 28.

Esboço da Vida de Samuel

1. Ele nasceu em resposta à oração – I Samuel 1.

2. Ele cresceu no Tabernáculo, e foi chamado por Deus ainda menino – I Samuel 2
e 3.

3. Através de suas orações, os filisteus foram derrotados – I Samuel cap. 4 a 7.

4. Ele ungiu o primeiro rei – Saul – I Samuel 8 a 10.

5. Ele pronunciou julgamento sobre Saul. I Samuel cap. l1 a 15.

6. Ele ungiu a Davi como o segundo rei de Israel – I Samuel 16.

7. A poderosa escola de profetas de Samuel – I Samuel 19:18-24.

8. A morte de Samuel – I Samuel 25:1.

Perguntas para Estudo e Discussão


1. Quanto você acha que Samuel devia à sua mãe, Ana?

2. A influência e a experiência do menino Samuel no Tabernáculo foi sempre elevado e boa?

3. Apresente tantos incidentes de oração na vida de Samuel, quanto puder. Discuta- os.

4. O que é um “vidente”?

5. Os profetas são mencionados muitas vezes na Bíblia, antes de Samuel?

Grandes Temas da Vida de Samuel

O perigo de Indulgência Paterna - I Samuel 2; 8:1-105.

Obediência Completa - I Samuel capítulo 15.

Oração na Vida de Samuel – I Samuel 7:5-8; 8:6; 12:17 e 15:1; Salmo 99:6; Jeremias 15:1; Hebreus 11:32-40

Samuel – Fiel a Deus em Tempos Maus.

Versículos para Decorar: I Samuel 1:27-28, 2:35; 12:23-24; 15: 22 e 16:7.


Lição 3 - D A V I

Quem era Davi? Aproximadamente três mil anos atrás, um moço tornou-se rei de seu povo, com a idade de trinta e três anos. Ele já havia enfrentado grandes perigos e adversidades, tendo lutado com leões e ursos quando era pastor de ovelhas, e tendo derrotado um gigante filisteu que tinha 2,70 metros de altura, depois do que vivera vários anos como fugitivo e marginal por causa da inveja do seu rei. Esse moço, Davi, ainda bem jovem já era compositor, músico, guerreiro e estrategista militar. Mais tarde, ele iria governar as doze tribos de Israel durante quarenta anos, e expandir o seu reino do Rio Eufrates até às fronteiras do Egito. Reconhecido como o maior rei da história de Israel, ele também é chamado “o doce cantor de Israel”, e nas Escrituras, é chamado profeta de Deus. Acima de todas estas cousas, ele era um homem profundamente espiritual, chamado por Deus, e homem segundo o Seu coração. Ele era intensamente humano, e exibia a ampla gama de expressões morais de que o coração humano é capaz. Ele alcançou as alturas e chegou às profundidades. Davi significa “amado”; era homem belo, embora de pequena estatura; forte, corajoso e prudente no falar.


Como era a vida na época de Davi? Tanto nacional como religiosamente, os tempos eram caóticos. Davi teve pleno contato com a época violenta em que vivia. Lutou com animais selvagens no deserto, enquanto, na qualidade de rapazote, cuidava das ovelhas; lutou nos exércitos de Israel como jovem, e esquivou-se da perseguição do rei invejoso, que deseja matá-lo. Como fugitivo nas montanhas, ele aprendeu a manejar os homens, e tornou-se um líder. A vida era cheia de perigos, e os homens expressavam as suas emoções de maneira primitiva e às vezes violenta. Não obstante, houve maravilhosa revelação e comunhão com Deus na vida de Davi e de Samuel, seu contemporâneo.


Que problemas semelhantes aos nossos Davi enfrentou? Davi foi ungido para ser o Rei de Israel, quando não passava de um garoto, mas muitos anos se passaram antes que ele se tornasse rei. É difícil os jovens enfrentarem adiamentos e revezes. Porém, muitas vezes, decepções e lutas também são o nosso quinhão. Davi enfrentou estas cousas, e nós também as enfrentamos. Ele constantemente enfrentou um inimigo que era maior que o Golias, que matou quando moço. Esse inimigo era a sua própria natureza carnal. Muitas vezes é difícil fugir “das paixões da mocidade”.


Como foi que Davi resolveu os seus problemas? Muitas vezes Davi buscava o Senhor em oração e louvor, quer estivesse enfrentando inimigos, concupiscência ou culpa, quer tivesse problemas para os quais não podia encontrar solução. Em momentos de desânimo, está escrito que “Davi fortaleceu-se no Senhor”. Quando lemos os Salmos, muitos dos quais foram escritos por Davi, estamos lendo as orações e louvores de homens que não eram capazes de encontrar escape, nem solução, nem forças, exceto no Senhor.


A vida e as oportunidades de Davi foram maiores ou menores do que as nossas? Quando uma nação está erguendo-se, ou caindo, apresentam-se as grandes oportunidades de fama, riqueza e grandeza. É a hora de crise quem exige um Tiradentes, ou D. Pedro I. Tempos de crise, que tais testemunharam o aparecimento dos profetas do Antigo Testamento. Em uma hora de necessidade assim, surgiu Davi. Não é verdade que hoje nós também estamos vivendo em uma época de crise e de transformação para toda a civilização? Quem pode dizer que esta época não é ainda mais desafiadora do que o tempo em que Davi viveu?


Leitura designada: I Samuel, capítulo 16 até o fim do livro. II Samuel, todo o livro. I Reis 1:1; 2:12. Note que I Crônicas capítulos 10 a 22, e 28 e 29 também tratam da vida de Davi, com algumas poucas variações.


Esboço da Vida de Davi

1. O jovem Davi foi ungido Rei – I Samuel, capítulo 16.

2. O jovem Davi matou Golias – I Samuel, capítulo 17.

3. A inveja de Saul e o amor de Jônatas – I Samuel, capítulos 18 a 20.

4. Davi foi fugitivo até a morte de Saul – I Samuel 21-31.

5. Davi foi feito Rei – II Samuel, capítulos 1 a 7.

6. Davi edificou e expandiu o reino – II Samuel 8-10.

7. Davi e Bate–Seba – II Samuel, capítulos 11 e 12.

8. Os problemas de Davi – II Samuel, capítulos 13 a 21.

9. Os últimos cânticos de Davi – II Samuel, capítulos 22 e 23.

10. Instruções finais e morte de Davi – I Reis 1:1; 2:10-12.

Perguntas para Estudo e Discussão

1. O que mais o impressionou na vida de Davi?

2. Que lições lhe pareceram mais importantes?

3. Discuta a versatilidade dos talentos e das façanhas de Davi.

4. Para você, qual é a fase mais importante da vida dele: Davi como guerreiro, músico, rei ou profeta?

5. Você pode indicar como Davi colheu, em seus próprios filhos, o pecado cometido com Bate-Seba?

6. Como você resume o aspecto espiritual de Davi?

7. Por que lhe foi negado o grande desejo de edificar um templo para Deus?

Grandes Temas da Vida de Davi

Inveja – do exemplo da inveja que Saul tinha de Davi.

Seja um Amigo Verdadeiro – Davi e Jônatas – I Samuel, capítulo 14; 18:1-5; 19:1-7; capítulo 20; 31:2; II Samuel 1:17-27.

Perdão – Mefibosete – II Samuel, capítulo 9.

Você não pode esconder o Pecado – II Samuel, capítulos 11 e 12.

O último Salmo de Agradecimento de Davi, suas Últimas Instruções e Última Oração – II Samuel, capítulos 22 e 23; I Crônicas 29:10-19.

Versículos pra Decorar: I Samuel 16:7; 17:45; 22:2-4, 17-20 e 26-27.


Lição 4 - E S T E R

Quem era Ester? Ester era uma bela órfã judia, que viveu na Pérsia durante a época histórica em que o seu povo estava emigrando em ondas sucessivas, de volta a Canaã, saindo do exílio babilônico. Ela, como José no Egito, e como Daniel na Babilônia, foi usada por Deus para livrar o seu povo da aniquilação. Ela preparou o terreno para Esdras voltar a Jerusalém cerca de dezesseis anos depois, e para Neemias reconstruir os muros de Jerusalém, cerca de trinta anos depois. Aquela moça foi usada para mudar a maré da história. A sua beleza, o seu espírito de sacrifício e o seu tato tornaram-na uma arma eficiente na mão de Deus, para evitar o desastre da sua raça.


A oportunidade de Ester surgiu quando ela ganhou um concurso de beleza realizado com representantes de cento e vinte e sete países e províncias do Império Persa, para eleger uma rainha. Ela casou-se com Assuero (mais conhecido como Xerxes), e viveu com ele até a sua morte, treze anos depois. Ela estava casada com o rei havia cinco anos, quando Hamã conspirou o massacre dos judeus. Depois da libertação deles, Assuero, o poderoso monarca do Império Persa, teve um conselheiro judeu (Mordecai), bem como uma esposa judia.


Como era a vida na época de Ester? Ester e o seu povo eram uma raça minoritária em uma terra estranha. Era um povo desapossado, com limitada liberdade pessoal. O soberano oriental era cruel e opressor. A existência era uma luta diária.


Que problemas semelhantes aos nossos Ester enfrentou? Ester enfrentou e participou da perseguição do seu povo. Sem dúvida ela foi tentada a ficar em silêncio e escapar à vergonha ou ao prejuízo pessoal. Hoje em dia, os jovens cristãos não gostam de ser escarnecidos ou encarados como “diferentes”. Todos nós enfrentamos uma crise, mais cedo ou mais tarde. Ester era uma jovem que surgiu em uma emergência.


Como foi que Ester resolveu os seus problemas? Ela estava disposta a abandonar a sua posição – e até a sua vida – a fim de salvar o seu povo (Ester 4:13; 5:1-8) e teve a coragem de falar quando chegou a hora, mas com tato e sabedoria.


As oportunidades de Ester foram maiores ou menores do que as nossas? Como sempre, as “chances” vêm para aqueles que estão dispostos a tirar o melhor partido delas. Hoje, a história de Ester poderia ser re-escrita, mas com graça cristã em vez do desejo de vingança que vemos nos últimos capítulos. Em Cristo, podemos nos elevar a um amor que perdoa os nossos inimigos.


Leitura designada: O livro de Ester (10 capítulos).

Esboço da Vida de Ester



1. Ester tornou-se Rainha da Pérsia – Ester – cap. 1 e 2.



2. A conspiração da Hamá, e sua queda através da estratégia de Ester – Ester



capítulos 3 a 7.



3. Os judeus foram libertados através da intercessão de Ester – Ester 8:1 a 9:16.



4. A Festa de Purim foi instituída mediante decretos de Ester – Ester 9:17 até o fim



do livro.

Perguntas para Estudo e Discussão.

1. O nome de Deus é mencionado no livro de Ester? A oração é mencionada?
Adoração religiosa é mencionada?

2. Você acha que a deposta rainha Vastí tinha razão de recusar-se a obedecer às ordens do seu esposo?

3. Qual era o nome hebraico de Ester? O rei sabia que ela era judia?

4. Quem eram os pais de Ester?

5. Ester é uma excelente história. Indique outra história assim curta, no Antigo Testamento.

6. O que você acha do sentimento de vingança dos judeus?


Grandes Temas da Vida de Ester.

Grandes crises propiciam a manifestação de Grandeza no Povo de Deus.

Para uma ocasião como esta - Ester 4:16

Colhendo o que Semeou – Hamã.

Três grandes Festas: A Festa de Assuero, a Festa de Ester e a Festa de Purim.

Versículo para decorar: Ester 4:16.


Lição 5 - D A N I E L

Quem era Daniel? Daniel foi um dos moços de sangue nobre ou real, que foram levados à Babilônia por ocasião do primeiro cativeiro, durante o reinado de Joaquim (Daniel 1:2). Ele tinha, naquela época, cerca de dezoito anos. Nada se sabe de sua família, mas aquele jovem andou com Deus e tornou-se um dos maiores profetas de todos os tempos. Tornou-se um grande estadista, ocupando essa posição durante mais de setenta anos. Tinha mais de noventa anos de idade quando foi colocado na cova dos leões, por Dario. Quando já estava na Babilônia, havia cerca de quinze anos, embora muito jovem, ele adquiriu tal fama por sua fé e intercessão como profeta de Deus, que Ezequiel o compara, na Palavra de Deus, com Noé e Jó, apresentando os três, como os maiores intercessores de todos os tempos. Leia cuidadosamente Ezequiel 14:13-20. Embora ele tenha enfrentado dificuldades como cativo de guerra, logo na mocidade, ele foi um dos maiores e mais puros caracteres da historia. Como estadista, influenciou as grandes civilizações que começaram uma nova ordem de cousas na história do mundo.


Como era a vida na época de Daniel? A vida de Daniel diferiu da maioria dos seus contemporâneos, pois ele viveu no palácio e foi uma figura pública durante um período de setenta anos ou mais. As tentações, conflitos e pressões se fazem sentir sobre os jovens que servem a Deus em qualquer geração. As invenções modernas e o progresso tem tornado as nossas vidas luxuosas, em comparação com o melhor que os reis antigos possuíam. Pelos menos, Daniel gozou do que havia de melhor em seus dias.


Que problemas semelhantes aos nossos Daniel enfrentou? A tentação de contemporizar com a ordem mundana é sempre a mesma, bem como a luta íntima entre o espírito e a carne. Nessas batalhas, Daniel foi mais do que vencedor. Em todos os sentidos ele foi um não-conformista, e um homem íntegro.


A vida e as oportunidades de Daniel foram maiores ou menores do que as nossas? Em muitos sentidos, Daniel parece que enfrentou, por ser cativo de guerra, maiores desvantagens do que nós. Contudo, devemos lembrar que Daniel viveu e participou dos grandes impérios (Babilônico e Persa), que estabeleceram o curso da civilização mundial. Nenhum homem no mundo de hoje poderia ter a influência no futuro da civilização como a que Daniel teve. Nos primórdios da civilização o poder e a influência foram concentrados em uma região, e nas mãos de uns poucos. Isto não pode acontecer hoje.


Leitura designada: Daniel, capítulos 1 a 6. Os Capítulos 7 a 12 registram as suas visões e profecias.


Esboço da Vida de Daniel

1. Daniel recusou-se a se contaminar ou contemporizar – Daniel capítulo 1.

2. Daniel interpretou o sonho esquecido do Rei Nabucodonozor - Daniel capítulo 2
(como jovem, estando na Babilônia havia apenas três anos).

3. Os amigos de Daniel passam pela fornalha quentíssima - Daniel capítulo 3 (Daniel
estava na Babilônia há 20 anos).

4. Daniel predisse a insanidade e recuperação de Nabucodonozor – Daniel capítulo 4.

5. Daniel predisse, na festa de Belshazar, a sua derrota pelos medos e persas –
Daniel capítulo 5.

6. Daniel foi posto na cova dos leões por Dario, Rei da Pérsia – Daniel capítulo 6
(Daniel tinha, então, mais de noventa anos). Não há registro de sua morte. O
resto do Livro de Daniel registra as suas visões e profecias.

Perguntas para Estudo e Discussão

1. Você é capaz de identificar os quatro grandes reinos mundiais descritos no sonho de Nabucodonozor, em Daniel capítulo 2?

2. Quantos acontecimentos miraculosos você poder encontrar no livro de Daniel?

3. Descreva os vários aspectos da personalidade de Daniel: “o profeta místico”, “o estadista e conselheiro de reis”, etc.

4. O que é que os jovens podem aprender do caráter de Daniel, que os inspire a andar com Deus?

5. Pessoas ocupadas podem, não obstante, ser espirituais?

Grandes Temas da Vida de Daniel

Firmeza de coração – Daniel 1:8.

Soberania de Deus sobre as nossas vidas – Daniel 2:47; 4:37; 6:26.

Milagres na Vida de Daniel.

Daniel – Homem de oração.

Liberação Divina dos Fiéis de Deus.

A Presença de Deus na Tribulação – Daniel capítulo 3.

Humildade – Daniel 2:49.

Louvor e Adoração – Daniel 2:20-23.

Versículos para Decorar: Daniel 1:8; 2:44-45: 12:3.


Lição 06 - JOÃO MARCOS

Quem era João Marcos? João Marcos foi um jovem do Novo Testamento que fracassou miseravelmente na sua primeira oportunidade de servir a Cristo, porém, mais tarde, recuperou-se tornando-se um maravilhoso ministro da igreja primitiva, e autor de um dos Evangelhos. João Marcos era um cristão da segunda geração. A sua mãe era devota. Muitas vezes, contudo, as crianças podem ser criadas em um lar cristão e freqüentar a igreja, mas não ter, pessoalmente, uma experiência real. O primo de João Marcos, Barnabé, era um apóstolo; todavia, João Marcos desertou a companhia apostólica de Paula e Barnabé, quando as circunstâncias eram adversas. Mais tarde, João Marcos tornou-se o ministro do qual Paulo escreveu: ”me é útil para o ministério”. Sem dúvida, nenhuma derrota precisa ser final ou irrevogável.


Como era a vida na época de João Marcos? Ao lermos os Evangelhos e o livro de Atos, temos um quadro da vida no Império Romano durante o primeiro século da Igreja.


Que problemas semelhantes aos nossos João Marcos enfrentou? João Marcos enfrentou o que todos enfrentamos: a dificuldade interior de resolver os nossos próprios problemas, e não fugir deles. A juventude precisa enfrentar as responsabilidades da vida, bem como inúmeras cousas desagradáveis e difíceis.


Como foi que João Marcos resolveu os seus problemas? Da mesma forma como devemos resolver os nossos. Se fugirmos deles, precisaremos voltar e enfrentá-los. Algumas vezes é mais difícil enfrentá-los da segunda vez do que da primeira. Se buscarmos em oração a ajuda do Senhor, e se tivermos um amigo fiel como Barnabé ao nosso lado, conseguiremos resolvê-los.


A vida e as oportunidades de João Marcos foram maiores ou menores do que as nossas? João Marcos tinha uma vantagem sobre a maioria de nós outros. Ele pôde ouvir, de primeira mão, os apóstolos e profetas da época neotestamentária. Pôde conversas com os que haviam conhecido pessoalmente ao Senhor Jesus, e ouvido as Suas Palavras, ou haviam sido curados por Ele. Como resultado, João Marcos foi capaz de escrever a maravilhosa história de Cristo, no seu Evangelho.


Leitura Designada e Esboço da Vida de João Marcos

1. Sua família – Atos 12:12 – filho de Maria, cuja casa era ponto de reunião dos primeiros discípulos. Leia como foi a grande reunião de oração ali realizada em favor de Pedro (Atos 12:1-17). O Apóstolo Barnabé era seu primo (Colossenses 4:10).

2. Talvez ele fosse convertido com a pregação de Pedro – I Pedro 5:13. Este versículo mostra que ele era cooperador de Pedro.

3. Na primeira viagem missionária com Paula e Barnabé, João Marcos desertou e voltou para casa – Atos 13:1-3.

4. Paulo e Barnabé separaram-se na discussão a respeito do fracasso de João Marcos, na primeira viagem, e Barnabé tomou a João Marcos consigo, para ministrar em Chipre – Atos 15:36-51.

5. João Marcos saiu-se bem, e doze anos mais tarde estava cooperando com Paulo em Roma, sendo muito bem recomendado por este – Colossenses 4:10.

6. Mais cinco anos se passaram, e Paulo, esperando o martírio, pedia que João Marcos voltasse para Roma, a fim de ajudá-lo a ministrar; “pois me é útil para o ministério” – II Timóteo 4:11.

7. A tradição diz que João Marcos cooperou com Pedro como seu intérprete em grande parte do seu ministério – I Pe 5:13. Mais tarde, João Marcos escreveu o Evangelho de Marcos. Papias, “pai” (teólogo) da Igreja Primitiva, escreveu: “Marcos tendo-se tornado intérprete de Pedro, anotou cuidadosamente tudo o que lembrou, porém, não em ordem – das palavras e atos de Cristo. Pois ele nem ouviu pessoalmente o Senhor, nem fora Seu seguidor, contudo mais tarde uniu-se a Pedro, que adotava as suas instruções à necessidade na ocasião, mas não ensinava como se estivesse compondo uma narrativa ordenada dos oráculos, dessa forma, algumas cousas, como ele as recordava. Sim, pois tinha um objetivo em mente: nada omitir do que ouvira, e não fazer declarações falsas”.


Perguntas para Estudo e Discussão.

1. Você acha que Paulo estava certo ou Barnabé estava certo, na discussão a respeito de João Marcos?

2. Por que você acha que João Marcos desertou na primeira viagem missionária?

3. Você acha que os mais velhos muitas vezes esperam demasiado dos jovens, e tornam-se críticos quando estes não conseguem chegar ao nível da sua consagração e de seus ideais?

4. Você acha que os crentes mais velhos deviam esperar mais dos jovens?

5. Você preferiria viver nos tempos de João Marcos, ou hoje? Por quê?


Grandes Temas da Vida de João Marcos

Fracasso, e Segunda Oportunidade.

Vou ficar caído aqui e perder sangue mais um pouco, e depois levantar-me e lutar um pouco mais.

Nenhuma derrota precisa ser final; e nenhuma vitória nunca é a derradeira.


Versículos para Decorar: Marcos 16:15-20; II Timóteo 4: 11.


Lição 7 - T I M Ó T E O

Quem era Timóteo? As últimas palavras registradas do Apóstolo Paulo antes do seu martírio, foram escritas para um jovem chamado Timóteo, a quem ele chamava “meu amado filho”. O pai de Timóteo era grego, e a sua mãe, Eunice, judia (Atos 16:1; II Timóteo 1:5). Ele foi convertido a Cristo ainda moço, pelo ministério de Paulo. Na primeira viagem missionária, o Apóstolo Paulo foi apedrejado em Listra, cidade natal de Timóteo (Atos 14:19-20). Talvez Timóteo tivesse sido testemunha daquele fato. Na viagem seguinte, Paulo visitou Listra outra vez, e levou Timóteo consigo. Desta forma, começou o ministério de um jovem destinado a tornar-se um dos maiores ministérios apostólicos do primeiro século. Foi esse jovem que Paulo ansiou por ver em suas últimas horas. Ele mandou avisar para que ele viesse de Éfeso a Roma para estar com ele naquela hora final de martírio (II Timóteo 4:9). Não sabemos se Timóteo o fez em tempo de estar ao lado do seu pai espiritual, e encorajá-lo na hora da sua gloriosa partida. Nessa ocasião, Paulo disse: “Estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado... somente Lucas está comigo”. Espero que Timóteo tenha chegado em tempo para confortar e encorajar a Paulo, não é?

Como era a vida na época de Timóteo? A Igreja Cristã estava sofrendo perseguições, porém ministérios como Timóteo estavam enfrentando amargos sofrimentos para espalhar o Evangelho por todo o mundo, de maneira maravilhosa.

Timóteo suportou muita doença física e fraqueza, trabalhando como supervisor (bispo) dos pastores que eram, muitas vezes, homens sem cultura. Não havia templos durante os três primeiros séculos da História da Igreja. A pobreza e o sofrimento dos cristãos primitivos envergonharia a igreja moderna, pois esta se recusa a sacrificar-se por Cristo.

Que problemas semelhantes aos nossos Timóteo enfrentou? Timóteo não apenas sofreu como cristão, mas devemos lembrar-nos de que seu pai era grego e sua mãe judia. Bem cedo em sua vida ele conheceu a aspereza do preconceito. Fazer a vontade de Deus e andar corretamente em um ministério não é fácil em qualquer geração. Os problemas mudam de forma através dos séculos, mas o conflito é o mesmo.

Como Timóteo enfrentou os seus problemas? A grande fé de Timóteo na Palavra de Deus, e a sua intimidade com os grandes ministérios apostólicos, foram provavelmente a influência estabilizadoras em sua vida. Nós também devemos apegar-nos e crer nas Suas promessas. Nós também devemos apegar-nos aos ministérios fortes que Deus levanta para nos fortalecer.

A vida e as oportunidades de Timóteo foram maiores ou menores do que as nossas? Em certo sentido, as oportunidades hoje são semelhantes às daquela época. Timóteo fez parte do primeiro estabelecimento da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Nós estamos na época da restauração da Igreja. Os problemas de ordem eclesiástica são quase os mesmos. A influência de profecia e o ministério através dos dons do Espírito são, hoje, em uma igreja neotestamentário, quase iguais aos daquela época.

Leitura designada: I e II Timóteo; Atos, capítulos 16 e 20.


Esboço da Vida de Timóteo

1. Seu Pai era grego e incrédulo, mas sua mãe Eunice e avó Lóide, eram crentes – Atos 16:1; II Timóteo 1:5, e elas instalaram em Timóteo um maravilhoso conhecimento e fé nas Escrituras - II Timóteo 1:5; 3:14-16.

2. Ele foi convertido a Cristo através do ministério do Apóstolo Paulo - Timóteo 1:2, e recebeu um grande dom espiritual através da imposição das mãos de Paulo sobre ele - II Timóteo 1:6. Recebeu também um dom de Deus quando os presbíteros profetizaram e impuseram as mãos sobre ele – I Timóteo 4:14.

3. Talvez tenham sido exatamente essas profecias – I Timóteo 1:18 – que consagraram Timóteo para acompanhar Paulo na Segunda Viagem Missionária – Atos 16:1-3 – no ano 51 d.C.. Timóteo foi a Troas, Filipos, Tessalônica e Beréia. Demorou-se com Silas em Beréia (talvez porque o povo ali amava tanto a Palavra), até que Paulo mandou que eles fossem logo para Atenas – Atos 17:14-15. Paulo mandou-o de volta para ministrar em Tessalônica – I Tessalonicense 3:6.

4. Timóteo ajudou Paulo a escrever I e II Tessalonicenses (I Tessalonicenses 1:1 e II Tessalonicenses 1:1) e, mais tarde, ajudou-o a escrever II Coríntios (II Coríntios 1:1, 19).

5. Ele foi dirigido e enviado a tarefas ministeriais específicas, por Paulo. Foi a Corinto – I Coríntios 4:17; 16:10. Paulo fala da sua intenção de mais tarde mandar Timóteo outra vez para Filipos – Filipenses 2:19-24.

6. Ele viajou com Paulo para Jerusalém – Atos 20:4 – e ficou ali com ele – Filipenses 1:1; 2:19-22; Colossenses 1:1; Filemon1- estava com ele durante o seu julgamento.

7. Ele possivelmente foi preso com Paulo. Hebreus 13:23 menciona que Timóteo fora solto.

8. Timóteo voltou a Éfeso, para onde Paulo lhe escreveu as duas cartas, recomendando-lhe que voltasse a Roma para estar com ele – II Timóteo 4:9. Será que ele as recebeu em tempo de estar com Paulo na hora de seu martírio?

9. Depois da morte de Paulo, a igreja efésia ficou sob a supervisão de Timóteo, até que ele também seguiu a Paulo no martírio, no reinado de Nerva ou Domício.

Perguntas para Estudo e Discussão

1. O que mais o impressionou na vida de Timóteo?

2. Discuta os problemas e dificuldades que Timóteo enfrentou.

3. Qual era o maior segredo da fé do jovem Timóteo em Deus?

4. O que é que os jovens mais precisam: companheiros espirituais, ou pais espirituais?

Grandes Temas da Vida de Timóteo

Seja Um Bom Soldado – II Timóteo 2:1-4.

Profecia Pessoal e Imposição de Mãos – na vida de Timóteo.

Pais Espirituais e Filhos Espirituais.

O Valor do Treinamento nas Escrituras, Desde os Mais Tenros Anos.



TIRADO DO SITE: www.oapocalipse.com/home/estudos_jovens.html

quinta-feira, 8 de julho de 2010

DEUS CAPACITA OS ESCOLHIDOS

DEUS CAPACITA OS ESCOLHIDOS
Conta certa lenda,
que estavam duas crianças
patinando num lago congelado.
Era uma tarde nublada
e fria e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo se quebrou
e uma delas caiu,
ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo seu amiguinho preso
e se congelando, tirou um dos patins
e começou a golpear o gelo com todas
as suas forças, conseguindo por fim
quebrá-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram
e viram o que havia acontecido,
perguntaram ao menino:
- Como você conseguiu fazer isso?
É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo,
sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse instante, um ancião que passava pelo local,
comentou:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como?
- É simples - respondeu o velho.
- Não havia ninguém ao seu redor,
para lhe dizer que não seria capaz..




"Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados,


CAPACITA OS ESCOLHIDOS.
Fazer ou não fazer algo só depende
de nossa vontade e perseverança


Mt 22:14 - Porque muitos são chamados.
Mas poucos os escolhidos.

Confie...

As coisas acontecem na hora certa.
Exatamente quando devem acontecer!
Momentos felizes, louve a Deus.
Momentos difíceis, busque a Deus.
Momentos silenciosos, adore a Deus.
Momentos dolorosos, confie em Deus.
Cada momento, agradeça a Deus.